terça-feira, 17 de maio de 2011

Instituto Comunidades Educativas (128)

Instituto Comunidades Educativas (128): "Instituto Comunidades Educativas AO ENCONTRO DA MEDIAÇÃO INTERCULTURAL 7 DE JUNHO CENTRO MULTICULTURAL EM SETÚBAL INSCREVAM-SE PARA ALARGAR O DEBATE AQUI VAI A FICHA DE INSCRIÇÃO Fotos do Mural Aqui vai a Ficha de Inscrição.... Por: Myrna Montenegro – Enviado através da Barra de ferramentas do Google"

domingo, 8 de maio de 2011

Manifesto Para Um Mundo Melhor

Manifesto Para Um Mundo Melhor: "Manifesto Para Um Mundo Melhor
Como cientistas sociais que partilham valores de democraticidade e de justiça social, temos estado atentos a esta crise económica internacional multifacetada e com consequências profundamente negativas no que diz respeito ao Progresso da Humanidade.
Vive-se, na Europa e nos Estados Unidos da América, um tempo de crise económica e social profunda, onde o impacto dos mercados financeiros internacionais e da especulação nas economias nacionais se apresenta como fortemente comprometedor não apenas da retoma económica, mas também, não só da estabilidade democrática, como do aprofundamento da democracia e, consequentemente, do bem-estar social.
Às elevadas taxas de desemprego, à precariedade e volatilidade do mercado de trabalho, resultado de políticas neoliberais protectoras e favorecedoras dos interesses do grande capital, os políticos têm vindo a responder com medidas de combate à crise profundamente fragilizadoras das classes de menor estatuto social e económico, mas sem impacto na resolução dessa mesma crise, servindo apenas para “acalmar” o apetite dos mercados financeiros internacionais através do pagamento de elevados e injustificados juros cobrados às frágeis economias nacionais. Estas medidas são apresentadas às opiniões públicas como as únicas verdadeiramente eficazes para minorar os efeitos da voracidade dos mercados financeiros internacionais desregulados, omitindo o papel daqueles na emergência e aprofundamento da crise. Esta é declarada e assumida pelos governantes e por muitos economistas como se de uma fatalidade se tratasse. Ao mesmo tempo, propaga-se a ideia (ideologia) da inviabilidade de alternativas, a par da fragilização, no caso Europeu, do seu Modelo Social assente na redistribuição económica alegando a sua insustentabilidade a médio e longo prazo e a sua subalternização à Europa da Concorrência.
Acentua-se a responsabilidade individual e a desresponsabilização do Estado face aos grupos sociais mais vulneráveis, reduzindo as oportunidades para se realizarem enquanto cidadãos, beneficiando os mais poderosos em prejuízo dos mais desfavorecidos.
O ataque ideológico ao Modelo Social Europeu é um ataque ao mundo, dado que aquele é o modelo-padrão a partir do qual se constroem as aspirações dos cidadãos das nações emergentes e as novas formas de organização social que urge construir nesses países para redistribuir a crescente riqueza de que poucos usufruem
.
As suas consequências são o paulatino desmantelamento das protecções sociais que (ainda) limitam os danos da pobreza e da exclusão social pondo em causa o contrato social que fundamenta a democracia. Às grandes desigualdades de distribuição de rendimento existentes nos países emergentes, perpetuadoras de inúmeras vidas imersas na mais profunda pobreza, juntam-se as novas situações, nos países mais ricos, onde o nível de riqueza cresce ao mesmo tempo que o número de pobres.
É em períodos de crise que se constroem alternativas de futuro. Todos os que se sentem interpelados, descontentes e explorados não podem ser mobilizados pelo “medo” para soluções autoritárias. E corre-se esse perigo. Por isso, é este o momento certo para que os cientistas sociais, que se ocupam de analisar, de procurar compreender e de sistematizar conhecimento sobre as sociedades, as suas dinâmicas, as suas forças e também os seus efeitos perversos, se empenhem na construção do aprofundamento da democracia. Em conjunto com todos aqueles que estão dispostos a trabalhar por um Mundo Melhor. Com todos aqueles que sabem que a democracia se inventa e se reconstrói. Outros paradigmas são possíveis, mas exigem o compromisso de todos nós, para que se diminua a distância entre governantes e governados, denunciada há tantos anos por Bourdieu; para que seja possível, à semelhança do preconizado por Edgar Morin, resistirmos a uma ideologia dominante que tudo varre à sua frente e que apresenta como evidente e normal o que mais não é que a exploração e a desigualdade, que recusamos; para que seja possível compreender à semelhança de Cynthia Fleury, que a democracia tem que conter a crítica de si própria, de modo a que se reinventem as regras que nos governam, impedindo a “entropia” das democracias. Torna-se, por isso, fundamental a intervenção no espaço público, nomeadamente através da construção de um Manifesto capaz de interrogar o capitalismo desenfreado em que vivemos (e particularmente a submissão às exigências dos mercados financeiros internacionais) que sacrifica parte significativa dos seres humanos em nome do lucro exacerbado de alguns, encaminhando-os para a perda gradual dos Direitos e da Dignidade Humanos. Trata-se de um Manifesto capaz de questionar o tipo de sociedade que está a construir-se com este modelo económico e apontar para a construção de uma sociedade em que o modelo económico não faça refém a maior parte da humanidade, destruindo-lhe nomeadamente a capacidade de indignação através do aumento da insegurança e precariedade associadas ao mercado de trabalho. O papel dos e das cientistas sociais é também desconstruir as “evidências do mercado”, bem como outras ideologias tão eficazes, nomeadamente no que diz respeito à veiculação de que não existe alternativa para a actual ordem económica e social mundial.
Afirmamos, pelo contrário, que uma nova ordem económica mundial é possível: uma ordem que restitua aos seres humanos o Direito à indignação, o Direito ao trabalho, o Direito a expectativas positivas e oportunidades de vida, o Direito à Dignidade.
Propomos, por isso, a adopção mundial de medidas tendentes a diminuir o impacto social da actual crise mundial que, se consideradas pelas elites governantes mundiais, contribuirão para o incremento das economias nacionais, para restituir ao ser humano a confiança no futuro e para o aprofundamento do sistema democrático.
Uma democracia saudável é uma democracia mais deliberativa e comunicativa, em que as políticas de “redistribuição”, de “reconhecimento” e de “participação” se articulam em prol de uma justiça mais respeitadora dos direitos humanos, mais cooperativa, sem áreas marginais, tendo em vista transformar este nosso mundo numa comunidade de comunidades.
A sobreexposição da opinião pública aos economistas do regime e sua cartilha de pensamento único desvitaliza e despolitiza o espaço público, difundindo a ideia que Margaret Thatcher apregoou quando subiu ao poder e que constitui o nó górdio de todo um programa: “não há alternativa”. Nos dias que correm, esta questão surge com particular intensidade no respeitante à dívida soberana. A prenoção da intocabilidade da dívida afoga todas as tentativas de a discutir enquanto instrumento privilegiado de transferência dos rendimentos do salário para o capital. Na verdade, o reescalonamento e a reestruturação da dívida deveria permitir aos países não pagarem juros extorsionários. De igual modo, afigura-se fundamental impor uma justa redistribuição dos sacrifícios, obrigando a banca (uma das principais causadoras e beneficiárias da actual crise) a pagar imposto de acordo com os lucros obtidos, a par da taxação das grandes fortunas, das mais-valias bolsistas e urbanísticas, das transferências para offshores. Finalmente, julgamos essencial que qualquer política macroeconómica calcule, de antemão, o número de pobres que vai produzir, para que se perceba e evite os danos sociais e morais da sua implementação.
A construção de um Movimento Social Internacional
Apela-se a todos os Cidadãos e Cidadãs do Mundo para aderirem a este Manifesto, em ordem a construir um Movimento Social Mundial capaz de enfrentar o actual capitalismo desenfreado que se quer fazer “senhor do mundo” e reféns as pessoas que o habitam. PELA REGULAÇÃO DEMOCRÁTICA E SOLIDÁRIA DO CAPITALISMO. PELA HUMANIDADE COM DIGNIDADE.
"

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Manifesto para um mundo melhor - Sociedade - PUBLICO.PT

Manifesto para um mundo melhor - Sociedade - PUBLICO.PT: "– Enviado através da Barra de ferramentas do Google" < equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8">

Manifesto para um mundo melhor

01.05.2011 - 09:07

Como cientistas sociais que partilham valores de democraticidade e de justiça social, temos estado atentos a esta crise económica internacional multifacetada e com consequências profundamente negativas no que diz respeito ao Progresso da Humanidade.

Vive-se, na Europa e nos Estados Unidos da América, um tempo de crise económica e social profunda, onde o impacto dos mercados financeiros internacionais e da especulação nas economias nacionais se apresenta como fortemente comprometedor não apenas da retoma económica, mas também, não só da estabilidade democrática, como do aprofundamento da democracia e, consequentemente, do bem-estar social. Às elevadas taxas de desemprego, à precariedade e volatilidade do mercado de trabalho, resultado de políticas neoliberais protectoras e favorecedoras dos interesses do grande capital, os políticos têm vindo a responder com medidas de combate à crise profundamente fragilizadoras das classes de menor estatuto social e económico, mas sem impacto na resolução dessa mesma crise, servindo apenas para “acalmar” o apetite dos mercados financeiros internacionais através do pagamento de elevados e injustificados juros cobrados às frágeis economias nacionais. Estas medidas são apresentadas às opiniões públicas como as únicas verdadeiramente eficazes para minorar os efeitos da voracidade dos mercados financeiros internacionais desregulados, omitindo o papel daqueles na emergência e aprofundamento da crise. Esta é declarada e assumida pelos governantes e por muitos economistas como se de uma fatalidade se tratasse. Ao mesmo tempo, propaga-se a ideia (ideologia) da inviabilidade de alternativas, a par da fragilização, no caso Europeu, do seu Modelo Social assente na redistribuição económica alegando a sua insustentabilidade a médio e longo prazo e a sua subalternização à Europa da Concorrência. Acentua-se a responsabilidade individual e a desresponsabilização do Estado face aos grupos sociais mais vulneráveis, reduzindo as oportunidades para se realizarem enquanto cidadãos, beneficiando os mais poderosos em prejuízo dos mais desfavorecidos. O ataque ideológico ao Modelo Social Europeu é um ataque ao mundo, dado que aquele é o modelo-padrão a partir do qual se constroem as aspirações dos cidadãos das nações emergentes e as novas formas de organização social que urge construir nesses países para redistribuir a crescente riqueza de que poucos usufruem. As suas consequências são o paulatino desmantelamento das protecções sociais que (ainda) limitam os danos da pobreza e da exclusão social pondo em causa o contrato social que fundamenta a democracia. Às grandes desigualdades de distribuição de rendimento existentes nos países emergentes, perpetuadoras de inúmeras vidas imersas na mais profunda pobreza, juntam-se as novas situações, nos países mais ricos, onde o nível de riqueza cresce ao mesmo tempo que o número de pobres. É em períodos de crise que se constroem alternativas de futuro. Todos os que se sentem interpelados, descontentes e explorados não podem ser mobilizados pelo “medo” para soluções autoritárias. E corre-se esse perigo. Por isso, é este o momento certo para que os cientistas sociais, que se ocupam de analisar, de procurar compreender e de sistematizar conhecimento sobre as sociedades, as suas dinâmicas, as suas forças e também os seus efeitos perversos, se empenhem na construção do aprofundamento da democracia. Em conjunto com todos aqueles que estão dispostos a trabalhar por um Mundo Melhor. Com todos aqueles que sabem que a democracia se inventa e se reconstrói. Outros paradigmas são possíveis, mas exigem o compromisso de todos nós, para que se diminua a distância entre governantes e governados, denunciada há tantos anos por Bourdieu; para que seja possível, à semelhança do preconizado por Edgar Morin, resistirmos a uma ideologia dominante que tudo varre à sua frente e que apresenta como evidente e normal o que mais não é que a exploração e a desigualdade, que recusamos; para que seja possível compreender à semelhança de Cynthia Fleury, que a democracia tem que conter a crítica de si própria, de modo a que se reinventem as regras que nos governam, impedindo a “entropia” das democracias. Torna-se, por isso, fundamental a intervenção no espaço público, nomeadamente através da construção de um Manifesto capaz de interrogar o capitalismo desenfreado em que vivemos (e particularmente a submissão às exigências dos mercados financeiros internacionais) que sacrifica parte significativa dos seres humanos em nome do lucro exacerbado de alguns, encaminhando-os para a perda gradual dos Direitos e da Dignidade Humanos. Trata-se de um Manifesto capaz de questionar o tipo de sociedade que está a construir-se com este modelo económico e apontar para a construção de uma sociedade em que o modelo económico não faça refém a maior parte da humanidade, destruindo-lhe nomeadamente a capacidade de indignação através do aumento da insegurança e precariedade associadas ao mercado de trabalho. O papel dos e das cientistas sociais é também desconstruir as “evidências do mercado”, bem como outras ideologias tão eficazes, nomeadamente no que diz respeito à veiculação de que não existe alternativa para a actual ordem económica e social mundial. Afirmamos, pelo contrário, que uma nova ordem económica mundial é possível: uma ordem que restitua aos seres humanos o Direito à indignação, o Direito ao trabalho, o Direito a expectativas positivas e oportunidades de vida, o Direito à Dignidade. Propomos, por isso, a adopção mundial de medidas tendentes a diminuir o impacto social da actual crise mundial que, se consideradas pelas elites governantes mundiais, contribuirão para o incremento das economias nacionais, para restituir ao ser humano a confiança no futuro e para o aprofundamento do sistema democrático. Uma democracia saudável é uma democracia mais deliberativa e comunicativa, em que as políticas de “redistribuição”, de “reconhecimento” e de “participação” se articulam em prol de uma justiça mais respeitadora dos direitos humanos, mais cooperativa, sem áreas marginais, tendo em vista transformar este nosso mundo numa comunidade de comunidades. A sobreexposição da opinião pública aos economistas do regime e sua cartilha de pensamento único desvitaliza e despolitiza o espaço público, difundindo a ideia que Margaret Thatcher apregoou quando subiu ao poder e que constitui o nó górdio de todo um programa: "não há alternativa". Nos dias que correm, esta questão surge com particular intensidade no respeitante à dívida soberana. A prenoção da intocabilidade da dívida afoga todas as tentativas de a discutir enquanto instrumento privilegiado de transferência dos rendimentos do salário para o capital. Na verdade, o reescalonamento e a reestruturação da dívida deveria permitir aos países não pagarem juros extorsionários. De igual modo, afigura-se fundamental impor uma justa redistribuição dos sacrifícios, obrigando a banca (uma das principais causadoras e beneficiárias da actual crise) a pagar imposto de acordo com os lucros obtidos, a par da taxação das grandes fortunas, das mais-valias bolsistas e urbanísticas, das transferências para offshores. Finalmente, julgamos essencial que qualquer política macroeconómica calcule, de antemão, o número de pobres que vai produzir, para que se perceba e evite os danos sociais e morais da sua implementação. A construção de um Movimento Social Internacional Apela-se a todos os Cidadãos e Cidadãs do Mundo para aderirem a este Manifesto, em ordem a construir um Movimento Social Mundial capaz de enfrentar o actual capitalismo desenfreado que se quer fazer “senhor do mundo” e reféns as pessoas que o habitam. PELA REGULAÇÃO DEMOCRÁTICA E SOLIDÁRIA DO CAPITALISMO. PELA HUMANIDADE COM DIGNIDADE. Almerindo Afonso (Sociólogo da educação, Instituto de Educação, Universidade do Minho), Ana Benavente (Socióloga da educação, ICS-ULHT, Lisboa), Ana Diogo (Socióloga Universidade dos Açores). Afrânio Mendes Catâni (Sociólogo, Universidade de São Paulo, Brasil) Álvaro Borralho (Sociólogo, Universidade dos Açores), Alexandra Castro (Socióloga, CET/ISCTE), Alberto Melo (Associação in Loco e Universidade do Algarve), António Teodoro (Professor, investigador em educação, Universidade Lusófona), Andrea Spini (Sociólogo, Universidade de Florença, Itália) Bernard Lahire (Sociólogo, École Normale Supérieure Lettres et Sciences Humaines, Universidade de Lyon 2, França), Boaventura de Sousa Santos (Sociólogo, Director do CES, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra), Carlo Catarsi (Sociólogo, Universidade de Florença, Itália) Carlos Estêvão (Sociólogo da Educação, Instituto de Educação, Universidade do Minho), Casimiro Balsa (Sociólogo, Universidade Nova de Lisboa), Claire Auzias (Historiadora, França) Conceição Nogueira (Psicóloga Social, Escola de Psicologia, Universidade do Minho) Fátima Pereira Alves (Socióloga, Universidade Aberta), Fernando Diogo (Sociólogo, Universidade dos Açores), Filipe Carmo (Historiador), Gilberta Rocha (Socióloga, Universidade dos Açores), Giovanna Campani (Antropóloga, Universidade de Florença, Itália), Isabel Guerra (Socióloga, DINAMIA/CET, IUL/ISCTE), João Teixeira Lopes (Sociólogo, Faculdade de Letras, Universidade do Porto), Luísa Ferreira da Silva (Socióloga, ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa), Manuel Carlos Silva (Sociólogo, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho), Maria Alice Nogueira (Socióloga, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil) Maria José Casa-Nova (Socióloga da educação, Instituto de Educação, Universidade do Minho), Maria Helena Cabeçadas (Antropóloga), Manuel Matos (Professor aposentado da FPCE, Universidade do Porto), Manuel Sarmento (Sociólogo, Instituto de Educação, Universidade do Minho), Margaret Gibson (Professor Emérita of Education and Anthropology, University of California, Santa Cruz, USA), Maurizio Matteuzzi (Filósofo, Universidade de Bologna, Itália), Michael Young (Sociólogo, da educação, institute of Education, London) Michel Messu (Sociólogo, Universidade de Nantes, França), Nancy Fraser (Henry A. & Louise Loeb Professor of Philosophy and Politics, New School for Social Research, New York, USA), Nathalie Burnay (Socióloga, Universidade de Namur, Bélgica), Paulo Pereira de Almeida (sociólogo, ISCTE, Lisboa), Pedro Silva (Sociólogo da educação, Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria), Roger Dale (Sociólogo, Universidade de Bristol, Inglaterra), Rui Brito Fonseca (Sociólogo, CIES/ISCTE-IUL) Universidade de Lisboa), Rui Canário (Sociólogo da educação, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa) Rui Santiago (Professor da Universidade de Aveiro), Saniye Dedeoglu (Centre For Research in Ethnic Relations, School of Health and Social Studies, University of Warwick, Inglaterra), Sílvia Carrasco Pons (Antropóloga, Universidade Autónoma de Barcelona, Espanha), Sofia Marques da Silva (Socióloga da Educação, FPCE, Universidade do Porto) Tiziana Chiappelli (Educadora, Universidade de Florença, Itália), Tiago Neves (Sociólogo, FPCE, Universidade do Porto) David Smith (Sociólogo, Canterbury University, Kent, United Kingdom), Vitor Matias Ferreira (Sociólogo, Prof. Emérito do ISCTE) Xavier Bonal (Sociólogo, Universidade Autónoma de Barcelona, Espanha), Xavier Rambla (Professor de Sociologia, Universidade Autónoma de Barcelona, Espanha).

Manifesto para um mundo melhor

terça-feira, 5 de abril de 2011

Encontros e Desencontros com Rui D'Espiney

Estimados amigos/as:

Um grupo de pessoas que têm acompanhado, ou que em algum momento acompanharam, o Rui D'Espiney no seu percurso político, associativo, profissional, familiar ou simplesmente na amizade estão a organizar um encontro/reencontro com Rui. Será um momento de convívio, de reflexão política mas sobretudo o reconhecimento dos valores que o Rui representa, enquanto pessoa, nas diversas dimensões da sua vida.

Aqui deixo o convite. Inscrevam-se e partilhem com outros amigos/as.

Carmo Bica

terça-feira, 1 de março de 2011

O programa 30 Minutos esteve em Covas do Monte

O programa 30 Minutos esteve em Covas do Monte

Mais uma vez os meios de comunicação se interessam pela problemática do desenvolvimento dos pequenos espaços. Não podemos dizer que é por falta de visibilidade que o desenvolvimento aí não se faz. O grande problema é que durante anos o processo de aculturação das pessoas foi no sentido da massificação e destrui-se os processos de evolução das identidades. http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=23840&e_id&c_id=1&dif=tv&hora=21%3A00&dia=26-10-2010 O programa aborda Covas do Monte a partir dos 12 minutos.

Quinta da Educação e Ambiente

Quinta da Educação e Ambiente

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém, numa parceria activa com a Junta de Freguesia de Santo André, o ICE – Instituto das Comunidades Educativas e o ICN – Instituto de Conservação da Natureza, empreende um projecto que contribui para uma imagem valorizada do Município, bem como para a defesa e promoção de um ecossistema de espécies naturais e relações ecológicas específicas.

A Quinta de Educação e Ambiente na Lagoa de Santo André, concelho de Santiago do Cacém, é um espaço onde se juntam a Educação, a Cultura e a Cidadania.

A zona da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha proporciona o envolvimento pedagógico das comunidades educativas onde a Quinta pretende ser, para todos os que a procuram, um espaço onde se experimenta uma cidadania pro-activa e o envolvimento/reflexão nas actividades torna pertinente as aprendizagens.

>> Protocolo de colaboração CMSC/ICE/ICN (disponível brevemente)

C.M. Moita Feira de Projectos Educativos

C.M. Moita Feira de Projectos Educativos
Feira de Projectos Educativos A Feira de Projectos Educativos surgiu, em 1998, por iniciativa da Câmara Municipal da Moita e do ICE – Instituto das Comunidades Educativas, com o propósito de mostrar os projectos e as práticas educativas nas escolas do concelho da Moita, possibilitando a partilha e a cooperação entre toda a comunidade local. Foi assim criado um espaço de animação onde se envolveram as escolas de vários níveis de ensino, públicas e privadas, e diferentes agentes educativos.

Objectivos:

- Dar a conhecer os projectos desenvolvidos em todas as escolas do concelho e instituições educativas;

- Promover a articulação entre diferentes graus de ensino, entidades e outros actores educativos;

- Contribuir para a construção de uma identidade social, educativa e cultural;

- Valorizar os projectos educativos das escolas e promover relações de parceria.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Biblioteca para pessoas com deficiência de visão, em Coimbra:

From: José Guerra [mailto:jose.guerra@cm-coimbra.pt]
Subject: audiolivros
As pessoas com deficiência da visão podem requisitar livros em formato que lhes seja acessível (braille ou audiolivros) sem quaisquer formalidades. Precisamos apenas que nos forneçam nome, morada e um contacto telefónico.
No que concerne aos audiolivros, podem retemter-nos CD's virgens e nós gravamos os audiolivros pretendidos ficando depois com eles. Outra forma é enviar-nos a listagem dos audiolivros pretendidos, e nós emprestamos os CD's já gravados. Neste último caso devem posteriormente proceder à sua devolução.
Os audiolivros são gravados em formato mp3. Temos também uma quantidade razoável de audiolivros em cassetes, estando as que se apresentam em boas condições a ser digitalizadas.
Quanto à consulta na internet, em breve será possível, pelo que oportunamente lhe enviarei o link.
José Adelino Figueira Guerra
Biblioteca Municipal de Coimbra
Rua Pedro Monteiro
3000-329 Coimbra, Portugal
Tel +351 239 702630
Fax +351 239 702496

domingo, 31 de outubro de 2010

Democracia Participativa

Democracia Participativa: "– Enviado através da Barra de ferramentas do Google"

domingo, 12 de setembro de 2010

«PLATAFORMA CÍVICA EM DEFESA DE UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO PARA LISBOA

Ministra da Saúde recebe 5ª feira às 15.30 h a Plataforma Cívica em Defesa de Um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa Chegado por e-mail: A Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa, após 2 anos de insistentes pedidos, vai ser recebida no Ministério da Saúde pela DrªAna Jorge no próximo dia 9 de Setembro às 15.30 h.
Esta reunião, vem na sequência de cerca de 2 anos de acções de sensibilização da Plataforma Cívica que tem como um dos mentores o Professor António Gentil Martins e é constituída por médicos pediatras e de outras especialidades ligadas à criança, técnicos de saúde, pais e cidadãos preocupados com o futuro dos cuidados de saúde prestados às crianças da Área Metropolitana de Lisboa e Sul do país, face à intenção do Governo de proceder ao encerramento do Hospital Pediátrico de Lisboa (Hospital de Dona Estefânia) e "substituí-lo" por um simples serviço de pediatria inserido num hospital de adultos a construir na zona de Chelas, num retrocesso técnico e civilizacional sem precedentes.
Esta atitude discricionária para as crianças de Lisboa, contrariando a tendência no mundo civilizado, contrasta com a politica do próprio ministério que vai inaugurar a muito breve prazo o novo Hospital Pediátrico de Coimbra e se bate vigorosamente com a autarquia do Porto para ai se poder também construir um novo hospital pediátrico, para além da já anunciada construção de um segundo hospital pediátrico no Porto em estreita relação com o Hospital de São João.
Neste período foi possível constatar muitos apoios à causa das crianças de Lisboa e do seu hospital pediátrico e contra a assistência à criança integrada num dos departamentos do hospital geral de Chelas que hipotecaria, por várias gerações, a qualidade dos cuidados prestados à maioria das crianças e adolescentes, em especial os portadores de doenças mais graves ou complexas. Entre os factos mais significativos, destacamos:
- Petição púbica ao Presidente da República com mais de 76.000 assinaturas.
- Petição pública à Assembleia da Republica com mais de 6.000 assinaturas
- Apoio expresso em Plenário da maioria dos partidos da Assembleia da República (excepto PS) - A unanimidade da Comissão de Saúde da AR (incluindo o PS) expressa no seu relatório sobre o tema.
- Apoio expresso da maioria das forças políticas representadas na Câmara Municipal de Lisboa - Apoio expresso de Juntas de Freguesia do Concelho de Lisboa
- Votação favorável de 96,1% dos profissionais do Hospital de Dona Estefânia num inquérito anónimo em urna efectuado por entidade independente
- Apoio de inúmeras personalidades da sociedade civil respeitadas em várias áreas da ciência e da protecção à criança
- A Assembleia Municipal de Lisboa - aprovando por unanimidade a moção favorável ao desenvolvimento de um novo Hospital Pediátrico autónomo de Lisboa - A Secção Sul da Ordem do Médicos
A manter-se, a decisão anunciada do Ministério da Saúde terá claros prejuízos para a investigação e tratamento de doenças específicas do foro infantil, colocando ainda em risco toda a lógica de tratamento e atendimento dedicado à criança, que só um novo hospital pediátrico autónomo poderá garantir. Seria um erro que, cometido agora, perduraria por gerações e gerações de crianças.
Estamos convictos que as autoridades portuguesas sabem bem que as crianças não são adultos em miniatura, que têm necessidades próprias e direitos inalienáveis, e que, seguramente, serão sensíveis à necessidade de termos um novo Hospital para crianças, em Lisboa, autónomo, tecnologicamente evoluído, com profissionais especializados, e inteiramente dedicados ao apoio aos seus problemas globais, físicos e espirituais, preferencialmente localizado junto ao novo Hospital Geral, a construir em Marvila. A Medicina não pode limitar-se à técnica mas nela é essencial o ambiente humano e neste caso o imprescindível "ambiente pediátrico" típico dos hospitais dedicados asa crianças.
Ao invés do Ministério da saúde, a Plataforma Cívica defende dois objectivos essenciais: 1 - Por um lado, reconhece a necessidade de projectar uma nova infra-estrutura para o futuro, pugnar pela criação de um novo hospital pediátrico autónomo e exclusivamente dedicado aos cuidados à criança, ainda que fisicamente perto de um grande hospital de adultos na Capital. Defende pois um novo Hospital moderno e AUTÓNOMO, tecnologicamente evoluído e com profissionais especializados, dedicados ao apoio aos problemas globais (físicos e psico-emocionais) das crianças. Esse novo hospital deveria, em homenagem à visão inovadora da Rainha D.ª Estefânia e à identificação do colectivo da população com os valores da sua cidade, continuar a chamar-se de "Hospital de Dona Estefânia".
2 - A Manutenção do espaço onde funciona o actual Hospital de Dona Estefânia, como um espaço dedicado à criança, à promoção da sua condição especial, às suas instituições de protecção e até à prestação de cuidados e tratamentos a crianças com doenças crónicos ou deficiências, mantendo-se assim os objectivos que presidiram à doação dos terrenos.»

domingo, 5 de setembro de 2010

Assunto: Ficha de inscrição para o Congresso do Associativismo e da Democracia Participativa

É já em 13 e 14 de Novembro próximo, em LISBOA! É um congresso organizado por associações para associações, para discutir preocupações e estratégias comuns , nesta altura em que a vida de muitas associações está tão complicada. A inscrição individual é de 5€ e de 1 associação (com direito a 2 pessoas) 10 € Inscrevam-se!
E divulguem, por favor
Decorrerá nas instalações do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, Av.ª das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa, nos dias 13 e 14 de Novembro próximo.
Torna-se fundamental, neste momento, começar a reunir as inscrições das associações e cidadãos, não só para se organizar toda a logística inerente como também para potenciar ao máximo a mobilização para o Congresso.
Para o efeito, remete-se a ficha de inscrição em anexo, que podem imprimir e enviar ou pelo correio para AJD, Lugar da Igreja, 4905-254 Deão ou por email para associativismo.cidadao@gmail.com anexando em ambos os casos o comprovativo do pagamento da inscrição.
A data de inscrição termina a 29 de Outubro.
Estas informações encontram-se também no blog movimentodoassociativismo.blogspot.com Aguardamos a vossa inscrição, assim como, a divulgação desta iniciativa.

domingo, 15 de agosto de 2010

TERRA LIVRE: O Fogo Varreu o Pico do Areeiro (Madeira) - 2

TERRA LIVRE: O Fogo Varreu o Pico do Areeiro (Madeira) - 2: "Domingo, 15 de Agosto de 2010 O Fogo Varreu o Pico do Areeiro (Madeira) - 2 Caros Amigos / Caríssimas Amigas, Quando vos enviei a anterior mensagem ainda tinha alguma esperança de que o fogo não devorasse o Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha, edificado com enorme esforço pelos voluntários da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal. Infelizmente entre as 02 e as 04 da manhã o lume arrasou quase tudo. A casa foi destruída. Muitos milhares de pequenas plantas desapareceram completamente. Do vasto manto de urzes e uveiras-da-serra apenas restam os esqueletos negros entre os blocos de basalto. As borboletas e os pássaros esvoaçam desorientados naquela paisagem onde esta manhã pairava um silêncio de morte. No Pico do Areeiro, onde estava a ser criado um oásis de vegetação indígena, menos de 10% das plantas resistiram à passagem do lume. Mas a catástrofe ecológica teve proporções muito mais amplas. O lume tem vagueado por toda a cordilheira central. Do Pico do Areeiro ao Pico Ruivo, a biodiversidade foi profundamente afectada. O melhor núcleo de vegetação de altitude foi literalmente arrasado. Uma pequena população de sorveira (Sorbus maderensis) desapareceu. Desta espécie endémica apenas sobreviveu na Natureza uma árvore na Bica da Cana, no planalto do Paul da Serra. Importantes áreas de Laurissilva na Fajã da Nogueira e na bacia hidrográfica da Ribeira Seca do Faial também estão a ser molestadas pelo fogo. Enorme delapidação da biodiversidade e um monstruoso caos de blocos à espera das próximas chuvas para correr encosta abaixo, são marcas do perigoso deserto que agora ocupa uma grande parte da cordilheira central. Nestes momentos de profunda dor temos de ganhar forças para recomeçar o difícil e moroso trabalho de recuperação do coberto vegetal das montanhas, que neste momento mais parecem campos bombardeados (Fotos 1 a 20). Saudações ecológicas, Raimundo Quintal Publicada por eco em 05:31 Etiquetas: madeira, Raimundo Quintal – Enviado através da Barra de ferramentas do Google"

domingo, 1 de agosto de 2010

ICE INTEREQUIPAS 17 e 18 de Julho 2010

como não tinha onde ligar o computador, os apontamentos saíram figurados... para conteúdos mais substanciais temos de esperar pelos apontamentos da Lígia

domingo, 4 de julho de 2010

Mário Simões Dias

From Wikipedia, the free encyclopedia Mário Simões Dias de Figueiredo (Coimbra, 2 July 1903 – Lourenço Marques, 8 July 1974) was a Portuguese musicologist and professional violinist (a disciple of Lucien Capet and collaborator of Fernando Lopes Graça, among others), as well as a prolific music critic and poet. He was blind from the age of 10[1].
As an academic affiliated with the University of Coimbra, he authored works on music theory and the history of music as well as introductory texts concerned with raising public awareness of classical music; his collection of essays A Música, essa desconhecida became a popular introduction to music history in Portugal.[2][3]. For 13 years (from 1950 to 1963) he maintained a series of weekly live radio shows devoted to the divulgation of classical music, broadcast by the former Emissora Nacional[4][5][6]. As a poet[7], he was affiliated with the Portuguese neo-realist tradition and is celebrated chiefly for his book-length poem Cântico das Urzes[8][9].

Quercus denuncia

Ministério do Ambiente prepara-se para viabilizar morte de centenas de aves protegidas em Elvas
O Ministério do Ambiente prepara-se para nos próximos dias viabilizar a demolição de uma estrutura onde nidifica umas das maiores colónias de Andorinhão-preto do sul do país e levar à morte de cerca de quinhentas de crias desta espécie. A Quercus considera inadmissível e ilegal que o Estado possa avançar com a destruição imediata da estrutura em causa, levando à morte directa por esmagamento e/ou asfixia de centenas de crias. Ajude a denunciar este atentado. Saiba aqui como!
/Obra ilegal do Exército, com o apoio da Câmara Municipal de Elvas, começou no final de Maio
Através de diversas denúncias, a Quercus tomou conhecimento no final de Maio que uma obra avançava na antiga Igreja de S. Paulo, numa muralha onde nidificam cerca de 300 casais de Andorinhão-preto (Apus apus). Mesmo após ter sido alertado para a presença da colónia de aves, o empreiteiro decidiu iniciar a demolição da parede, destruindo já na altura dezenas de ninhos, pelo que a Quercus se viu forçada a denunciar o ocorrido ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e ao Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR (SEPNA).
Na sequência desta denúncia, veio a verificar-se que o dono da obra (Exército Português – Ministério da Defesa) com o apoio da Câmara Municipal de Elvas, levavam efectivamente a cabo uma intervenção ilegal, na medida em que não possuíam a necessária licença para a remoção/destruição dos ninhos, conforme a legislação determina.
Indisponibilidade para estudar alternativas – segurança pública não é justificação
Ao longo das últimas semanas têm existido bastantes movimentações no sentido de se encontrar uma solução para esta questão. No entanto, e apesar de estarem envolvidas três instituições do Estado, a quem cabe cumprir a legislação e não “contorná-la”, fomos confrontados com uma iminente decisão política do Secretário de Estado do Ambiente que pode vir a determinar que o ICNB autorize a destruição desta colónia de aves.
Por outro lado, e apesar das nossas tentativas de ao longo destas semanas propor às entidades envolvidas, alternativas e medidas simples que garantissem a tranquilidade no local e não pusessem em risco a segurança pública, garantindo por outro lado o final da época de reprodução da espécie, estas entidades não se mostraram disponíveis para estudar outras opções que não passassem pela demolição imediata dos locais de nidificação.
/ Estado cria a legislação mas não a cumpre – morte de cerca de 500 aves em perspectiva
O Andorinhão-preto é uma espécie migradora e protegida pela legislação em vigor, nomeadamente pela Directiva Aves, transposta para o sistema jurídico nacional pelo Decreto-Lei nº 140/99 de 24 de Abril, com redacção dada pelo Decreto-Lei nº 49/2005 de 24 de Fevereiro. Esta espécie está também protegida pela convenção de Berna (ratificada pelo Decreto nº 95/81 de 23 de Julho e regulamentada pelo Decreto-Lei nº 316/89 de 22 de Setembro) onde integra o Anexo III.
A Quercus considera inadmissível e ilegal que o Estado possa avançar com a destruição imediata da estrutura em causa, levando à morte directa por esmagamento e/ou asfixia de centenas de crias e indirectamente, por perturbação nas rotinas de alimentação, de outras tantas centenas, pelo que não hesitará em recorrer às instituições competentes no sentido de serem apuradas responsabilidades, caso se venha a avançar para esta solução. / Dado que bastaria esperar mais 4 semanas para que as crias abandonassem os ninhos, e então se pudesse dar continuidade à obra, a Quercus considera também lamentável que em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, o Estado equacione não defender as espécies silvestres que é suposto proteger, optando ao invés por permitir jogos políticos pouco transparentes, em função de interesses imobiliários e particulares. Espera, contudo, que o bom senso e a legalidade prevaleçam e que as diversas entidades envolvidas no processo consigam encontrar uma solução que vá ao encontro das suas responsabilidades e da consciência ambiental que o país necessita.
Como pode ajudar a denunciar este atentado? Envie este comunicado ao maior número de pessoas, com um pedido para ser publicado em todos os blogs e páginas do Facebook. É importante que a nossa opinião chegue aos decisores políticos.
Escreva ao Ministério da Defesa, Ministério do Ambiente e Câmara Municipal de Elvas mostrando-lhes a sua indignação e pedindo-lhes que esperem 4 semanas para começar a obra e deste modo evitar a morte de centenas de aves no local.
E-mails:
gsea@maotdr.gov.pt
gcrp@defesa.pt
gabinete.informacao@cm-elvas.pt
Lisboa, 29 de Junho de 2010
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza A Direcção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Téla Nón >> Jovem são-tomense estudante em Portugal ganhou prémio “Aids & Mobility Young Social Entrepreneur 2010”

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Associativismo e cidadania em debate

13 de Maio de 2010 gazetadabeira@sapo.pt
G A Z E T A D A B E I R A
S. PEDRO DO SUL . VOUZELA . OLIVEIRA DE FRADES . CASTRO DAIRE . VISEU
Maria do Carmo Bica
Em que medida o associativismo contribui para o aprofundamento da democracia? Foi este o tema do debate transmitido pela VFM no passado dia 30 de Abril, promovido em parceria com a Gazeta da Beira e a Rádio Lafões. Participaram os dirigentes associativos Ângela Guimarães, da ARCA, Mário Almeida, do Cénico Grupo de Teatro Popular, Joaquim Mendes, do Grupo de Cavaquinhos e Cantares à Beira, Carlos Vieira, da associação Olho Vivo, Luís Costa, da Binaural e Rui d’Espiney, do Instituto das Comunidades Educativas. O moderador foi Arsénio Saraiva Martins, da VFM. Vários temas foram abordados, nomeadamente a questão da democracia participativa. Neste aspecto, houve consenso em torno das ideias defendidas por Rui d’ Espiney, que defendeu não haver democracia plena sem democracia participativa e considerou que democracia representativa e democracia participativa são os dois pilares da democracia plena. Rui d’ Espiney referiu ainda que o Estado não trata de igual forma os dois pilares da democracia e dá condições de funcionamento, incluindo financiamento, para a democracia representativa e nenhum apoio à democracia participativa, nomeadamente através das associações entendidas como forma organizada de democracia participativa. Defendeu ainda a viabilização do movimento associativo como contributo para a viabilização da democracia participativa. A falta de tempo, provocada pelo excesso de solicitações na vida profissional e familiar, foi considerada como uma das causas para uma certa crisede participação no movimento associativo, que não tem conseguido renovar os seus quadros. “A proximidade é a força do movimento associativo” referiu Luís Costa. Para este dirigente, verifica-se um certo desvirtuamento nas actividades das associações por causa dos financiamentos serem demasiado formatados. Defendeu ainda que a globalização cria novas oportunidades para o movimento associativo, na medida em que as novas tecnologias do conhecimento e da informação favorecem a criação de redes a nível global. Ângela Guimarães referiu que, em Lafões, ainda se nota uma posição de servilismo perante o poder por parte de muitos dirigentes associativos. Ficou também o registo de que se assiste a uma mudança qualitativa no tipo de propostas, o que está a contribuir para mobilizar as pessoas e que a construção de solidariedades é importante para resolver os problemas. Todos/as os/as participantes se assumiram como activistas políticos nos partidos políticos em que militam e nas estruturas da democracia representativa para que foram eleitos. Quase todos/as são deputados/as municipais, mas têm também uma forte participação política ao nível do movimento associativo. Todos afirmaram conseguir distinguir muito bem a sua militância partidária da sua militância associativa, não subjugando o movimento associativo aos interesses do seu partido. O debate foi também ocasião para divulgar o I Congresso do Associativismo e da Democracia participativa que vai decorrer em Palmela nos dias 13 e 14 de Novembro de 2010.

Associativismo e cidadania em debate

13 de Maio de 2010
gazetadabeira@sapo.pt
G A Z E T A D A B E I R A S. PEDRO DO SUL . VOUZELA . OLIVEIRA DE FRADES . CASTRO DAIRE . VISEU
Maria do Carmo Bica
Em que medida o associativismo contribui para o aprofundamento da democracia? Foi este o tema do debate transmitido pela VFM no passado dia 30 de Abril, promovido em parceria com a Gazeta da Beira e a Rádio Lafões. Participaram os dirigentes associativos Ângela Guimarães, da ARCA, Mário Almeida, do Cénico Grupo de Teatro Popular, Joaquim Mendes, do Grupo de Cavaquinhos e Cantares à Beira, Carlos Vieira, da associação Olho Vivo, Luís Costa, da Binaural e Rui d’Espiney, do Instituto das Comunidades Educativas. O moderador foi Arsénio Saraiva Martins, da VFM. Vários temas foram abordados, nomeadamente a questão da democracia participativa. Neste aspecto, houve consenso em torno das ideias defendidas por Rui d’ Espiney, que defendeu não haver democracia plena sem democracia participativa e considerou que democracia representativa e democracia participativa são os dois pilares da democracia plena. Rui d’ Espiney referiu ainda que o Estado não trata de igual forma os dois pilares da democracia e dá condições de funcionamento, incluindo financiamento, para a democracia representativa e nenhum apoio à democracia participativa, nomeadamente através das associações entendidas como forma organizada de democracia participativa. Defendeu ainda a viabilização do movimento associativo como contributo para a viabilização da democracia participativa. A falta de tempo, provocada pelo excesso de solicitações na vida profissional e familiar, foi considerada como uma das causas para uma certa crisede participação no movimento associativo, que não tem conseguido renovar os seus quadros. “A proximidade é a força do movimento associativo” referiu Luís Costa. Para este dirigente, verifica-se um certo desvirtuamento nas actividades das associações por causa dos financiamentos serem demasiado formatados. Defendeu ainda que a globalização cria novas oportunidades para o movimento associativo, na medida em que as novas tecnologias do conhecimento e da informação favorecem a criação de redes a nível global. Ângela Guimarães referiu que, em Lafões, ainda se nota uma posição de servilismo perante o poder por parte de muitos dirigentes associativos. Ficou também o registo de que se assiste a uma mudança qualitativa no tipo de propostas, o que está a contribuir para mobilizar as pessoas e que a construção de solidariedades é importante para resolver os problemas. Todos/as os/as participantes se assumiram como activistas políticos nos partidos políticos em que militam e nas estruturas da democracia representativa para que foram eleitos. Quase todos/as são deputados/as municipais, mas têm também uma forte participação política ao nível do movimento associativo. Todos afirmaram conseguir distinguir muito bem a sua militância partidária da sua militância associativa, não subjugando o movimento associativo aos interesses do seu partido. O debate foi também ocasião para divulgar o I Congresso do Associativismo e da Democracia participativa que vai decorrer em Palmela nos dias 13 e 14 de Novembro de 2010.

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