domingo, 28 de abril de 2013

Síntese de ideias e desafios resultantes das sessões descentralizadas

(Estas ideias e desafios resultaram das sessões descentralizadas realizadas em 12 aldeias. Não são ideias e desafios comuns às sessões descentralizadas, mas sim  a listagem do que observámos.)

1. Factores de desenvolvimento das aldeias identificados nas sessões     

1.1. O ponto de partida

Os projetos/processos tiveram geralmente origem numa pessoa, ou num conjunto muito reduzido de pessoas, que identificou necessidades numa comunidade.

A identificação das necessidades resultou:       
      de um estudo que abrangeu a aldeia, elaborado por uma ADL, serviço público ou câmara municipal
      da vivência na sua aldeia            
      de um problema/necessidade pessoal                                   
      de uma ideia inovadora a partir de um centro de investigação
      da percepção de uma oportunidade para a dinamização da aldeia (financiamento através de fundos comunitários ou outros)
      de um plano estratégico para a freguesia elaborado localmente

A motivação que dá início ao projeto /processo é muito forte. Esta motivação é capaz de dar a volta às contrariedades igualmente fortes. É resiliente. “Contagiou” outras pessoas provocando expectativas muito positivas.

O que dá origem à motivação inicial é:
      Responder a necessidades dos idosos
      Mudar a situação de carência generalizada na aldeia 
      Organizar respostas para crianças com deficiência       
      Criar emprego
      Colmatar a ausência de respostas sociais e de serviços públicos
      Aceder a competências técnicas inexistentes
      Dinamizar a economia local e fixar população

Os projetos/processos tiveram início com “o que estava à mão”:
      edifícios, públicos ou privados, abandonados e degradados    
      terrenos oferecidos ou emprestados
      residência da promotora
      património familiar

Elementos do perfil das pessoas que deram início aos projetos/processos:
      “sonhadoras”
      persistentes e resilientes
      com competências ao nível da animação
      capacidade de relacionamento com organismos públicos e privados, conhecendo o seu modo de funcionamento
      não se inibem por agirem de forma diferente, sendo mesmo “rebeldes”, “remando contra a maré”
      experiência de intervenção na sociedade, desde o movimento associativo à intervenção social
      grande capacidade de trabalho
      capacidade de liderança
      valorizam o trabalho em comunidade e em equipa
      acreditam que o seu trabalho é um contributo para uma sociedade mais justa

1.2. O desenrolar do Projeto/ Processo

A existência de uma estratégia do projeto/processo participada pela comunidade local, permite:      
      que a comunidade saiba o que se deseja atingir              
      dar sentido ao conjunto das iniciativas
      que se possa aproveitar diferentes apoios financeiros, técnicos e logísticos integrando-os numa Estratégia ou Plano de Desenvolvimento Local
      a articulação entre diferentes projetos/processos locais           
      a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Local integrando e articulando os/as cidadãos/ãs e organizações locais
      mobilizar a comunidade local para …
      facilitar o dialogar com os diversos níveis da administração pública
      comunicar mais eficiente e eficazmente com o exterior da comunidade
      sentir que o projeto da aldeia é parte  e integra a dinâmica concelhia ou nacional

Os projetos/processos recorreram a diversos  tipos de apoio, públicos ou privados, locais, nacionais ou da União europeia:
      financeiros
      patrimoniais: oferta ou empréstimo de terrenos, edifícios
      técnicos: elaboração de candidaturas, destacamento temporário de um técnico, aconselhamento e informação, etc
      económicos: aluguer de espaços, contributo para a comercialização de produtos locais

Corresponderam melhor  às necessidades dos projetos das Aldeias visitadas os apoios das entidades/programas que tinham:
      um perfil intersectorial
      uma visão integrada do desenvolvimento local
      possibilidade de articular ações materiais e imateriais
      proximidade territorial com a entidade apoiada
      abertura às dinâmicas e contingências dos projetos
      “cumplicidade” com os projetos apoiados
      menor complexidade burocrática
      apoios que correspondam aos “timings” e perfis dos projetos apoiados
      modos de funcionamento interno em que os técnicos de ligação aos projetos apoiados tinham autonomia e liberdade para se deslocarem ao terreno

Como bons exemplos de apoios aos Projetos das Aldeias identificaram-se:
      Programa Integrar
      Programa LEADER

A intervenção da comunidade local, cidadãos/ãs e organizações, no projeto/processo:
      participando no projeto/processo: “estamos todos no mesmo barco”
      apoiando o projeto sentindo que é da sua aldeia
      vendo resultados a comunidade oferece casas e terrenos
      comunicação, interação, transparência, credibilização, resultados, com articulação com associações/autarquias da mesma comunidade

1.3. Desenvolvimento alcançado

Tipos de resultados verificados nas Aldeias visitadas:
      animação de processos comunitários locais
      criação de novos serviços locais
      impedimento, mesmo que temporariamente, do encerramento de serviços públicos
      recuperação e revitalização de saberes tradicionais
      valorização da Aldeia
      criação de espectativas positivas
      ambiente inclusivo para os cidadãos e cidadãs: idosos e idosas, pessoas portadores de deficiência, pessoas em situação de pobreza, etc
      melhoria das competências dos cidadãos
      a integração cidadã dos membros da comunidade
      criação de novas organizações locais: cooperativas, fundações, empresas
      nova visibilidade da aldeia
      criação de emprego
      valorização da criatividade e inovação
      motivação e mobilização local da comunidade para a participação na resposta aos problemas locais
      aumento da autoestima e confiança da comunidade local
      contrariar a tendência de perda populacional
      associação articulando os diversos actores locais, económicos e culturais, para divulgação do território

2. Desafios para os diversos agentes

2.1. Desafios para os/as cidadãos/ãs residentes nas aldeias
      A vontade de mudar, de realizar, de empreender, quando partilhada com outros cidadãos ganha mais força, ganha num novo ânimo
      Exercer o direito e o dever de cidadania e participação na vida da sua aldeia
      A capacidade dos cidadãos de participação e mudança sai reforçada com o seu desenvolvimento através de processos interativos de formação/educação/ação
      A interação com cidadãos e organizações, locais ou exteriores à comunidade, favorece a mobilização de recursos  e de apoios.
      A criação de associações valoriza e fortalece  a inciativa dos cidadãos e cidadãs

2.2. Desafios para as Associações e Autarquias
      Promover “reuniões” de formação/ação nas aldeias para práticas associativas, conscientização da realidade e dinâmicas locais e glocais a partir da observação, interpretação e compreensão da realidade local
      Elaboração de estratégias e planos de desenvolvimento e participados pelas comunidades locais
      Apoio e animação do movimento associativo das Aldeias, acompanhado de apoio técnico e formação
      Promover a troca de experiências com outras aldeias e realidades      
      Desburocratizar, simplificar o acesso aos serviços locais           
      Abertura à inovação
      Promover a democracia local e transparência na gestão pública
      O CLAS e articulação concelhia intersectorial cria sinergias locais reforçando a iniciativa de cada agente
      Promover, apoiar e dar prioridade às inciativas de economia social

2.3. Desafios para os organismos públicos, nacionais e europeus                 
      Escola mais aberta à inovação, criatividade, educação para a iniciativa, cidadania e realidade local
      Apoio ao associativismo, nomeadamente juvenil
      Apoio às dinâmicas locais com os serviços públicos mais abertos à inovação e criatividade
      Favorecer e apoiar o intercâmbio de experiências locais no país e na Europa
      Desenvolvimento de programas interministeriais
      Possibilitar o financiamento plurifundos
      Combater a discricionariedade nos serviços públicos, diminuindo a burocracia e simplificando as regras/procedimentos

sábado, 11 de agosto de 2012

70 PINCELADAS DE PALAVRAS PARA UM RETRATO EM MOVIMENTO DO RUI

Texto escrito pelo António Cardoso Ferreira para o septuagésimo aniversário do Rui d'Espiney:



Há um sorriso a entornar-se-lhe pelo rosto
sempre que saboreia um pedaço de vida
que lhe traga um gosto novo
para descobrir e relacionar com a imensa teia
que percorre os múltiplos caminhos
do seu ser-com-tudo-o-que-se-move-nas-pessoas-e-no-mundo

Aliás a luz que há nesse sorriso
tem a sua origem nas artes de escutar atento
e interpretar meticulosamente cada circunstância

É uma forma de respirar que até parece simples
apesar de toda a sua complexidade

O corpo é esguio
a esticar-se pelos braços e pelas pernas
até às extremidades
como quem procura chegar ainda um pouco mais longe
em cada milímetro de vida

As mãos exprimem-se por palavras
que se soltam dos dedos
e voam em muitas direcções
entrelaçando-se com pensamentos vários
até que tocam o íntimo das coisas e de nós

O olhar vai fluindo como um rio
às vezes largo e transparente
outras irrequieto aventureiro
em rápidos e cascatas que se arriscam
p’ra desbravar futuros

Mas voltemos um pouco mais atrás
cruzando o seu olhar na paz de alguns momentos
com o sorriso a emergir timidamente
e descobrimos-lhe a porta dos afectos
dos sabores dos humores
do espanto perante o dia
e da sua abertura ao inesperado:
-é então que o silêncio tão calado
ganha a pura consistência da poesia

Só depois poderemos pintar-lhe o deambular dos passos
tacteando no espaço a pequena fresta
que se possa enfim atravessar
até onde o ar corra livremente
e surjam outros horizontes

Ao sol poente a sua sombra longilínea
adquire a densidade das memórias:
-aí revivem tempos solitários
palavras partilhadas
e encontros de muitas e muitas mãos
gerando movimentos de mudança
com trocas de energia
entre a vida e os sonhos que a sustentam

(REMATE FINAL DO QUADRO PINTANDO O CENÁRIO COM REFERÊNCIAS A
ADÁGIOS POPULARES E Á ETIMOLOGIA DE ALGUNS NUMERAIS CARDINAIS
ATÉ QUE TUDO DESAGUA NUMA CANÇÃO DE JOSÉ MÁRIO BRANCO )

Quem aos “sessenta” não se sentou
irá interpretar como condicional
a primeira sílaba dos “setenta”
e conjugará o ver
bo tentar sempre no presente
pela estrada do tempo que aos “oitenta” leva
em busca da resposta escondida
ás perguntas que todos os dias se refazem
com muitos ses porquês e com quem
perguntas animadas pela secreta esperança
de que talvez algures pelos “noventa”
venha a descobrir algo de novo
que sacie a sua inquietação…

“Cá dentro inquietação inquietação
é só inquietação inquietação
porquê não sei porquê não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está para acontecer
qualquer coisa que eu devia perceber
porquê não sei porquê não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho de fazer
qualquer coisa que eu devia resolver
porquê não sei mas sei
que essa coisa é que é linda!


6 de Agosto de 2012

António Cardoso Ferreira

terça-feira, 19 de julho de 2011

Parabéns ICE!

~ O ICE fez 19 anos.
Parabéns ICE!
Foram 19 anos de escola - aprendizagem para todos nós.
Intervenção, participação cidadania e mudança, crescimento pessoal e comunitário
Através da comunidade ICE descobrimos em nós potencialidades desconhecidas
Foram anos de projectos e sucessos, anos felizes
E agora, na hora adversa
O ICE continua a ser ESCOLA
De solidariedade, generosidade coragem e militância
Parabén ICE, Obrigada ICE!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

ES.COL.A da Fontinha

ES.COL.A da Fontinha: "Es.Col.A do Alto da Fontinha CARTA ABERTA
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal do Porto
Exma. Senhora Vereadora do Conhecimento e Coesão Social
Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso
Portuenses e demais população
A Es.Col.A do Alto da Fontinha, Espaço Colectivo Autogestionado, constitui-se por um grupo informal de cidadãos que tem por objectivo devolver à comunidade o espaço da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, no Porto, se não como escola, como espaço de oficinas, leitura, convívio e lazer.
A Es.Col.A pretende ser um espaço autónomo, livre e não comercial, aberto a diferentes iniciativas, não discriminatórias. É um espaço livre de hierarquias, onde as decisões são tomadas através do consenso em assembleias regulares abertas a todos (tanto moradores do bairro como representantes institucionais) e cujas actividades não dependem de subsídios financeiros.
A ocupação levada a cabo no passado dia 10 de Abril não pretendeu de forma alguma usurpar o imóvel, nem tão pouco vandalizá-lo. Pretende, sim, restituir-lhe funcionalidade e inverter o processo de destruição de que vem sendo alvo, sendo prova disso mesmo a limpeza e recuperação do espaço levadas a cabo desde o primeiro momento.
Em paralelo com intervenções de requalificação do imóvel (obras de restauro, pintura, limpeza do mato), as dinâmicas criadas desde o início com a comunidade circundante e os diversos apoiantes do projecto resultaram num horário de actividades que preenche todos os dias da semana. A Es.Col.A oferece apoio escolar, cinema, teatro, leitura, jantares populares, actividades seniores e oficinas de bicicletas e informática. Continuam a surgir novas actividades e voluntários.
Em poucas semanas, tornou-se evidente a mobilização de moradores, intervenientes e simpatizantes deste renascer do Alto da Fontinha, gerando a solidariedade suficiente para que, de um espaço degradado, surja um local partilhado, onde se privilegia o convívio e a participação cívica de toda a comunidade, se contraria a desertificação, se promove a inclusão social, o diálogo intergeracional – onde, a cada momento, se cria um espaço vivo e feliz.
Da Es.Col.A não partem pedidos de financiamento. Na Es.Col.A não existem desejos economicistas. O projecto assume-se verdadeiramente auto-sustentável, demonstrando que a cultura, a educação e o convívio são o motor poderoso para a concretização do mais ambicioso dos objectivos.
Parcas doações de material, espírito inventivo e braços dispostos a trabalhar ultrapassam, assim, as necessidades materiais e unem esta grande família. No espaço de um mês, o grupo de pessoas envolvidas directamente no projecto alargou-se até próximo da meia centena, incluindo moradores e simpatizantes.
Foi então com incredulidade que, no dia 10 de Maio, fomos despejados das instalações, através de uma intervenção policial agressiva. De registar que as forças policiais não se identificaram devidamente, não apresentaram qualquer mandado de despejo, não se mostraram abertas ao diálogo e detiveram oito dos presentes no espaço. No entanto, a Constituição da República Portuguesa consagra, no artigo 52º, a legitimidade das acções populares para assegurar a defesa dos bens do Estado. Não nos podemos conformar com esta acção e muito menos com o subsequente emparedamento da Es.Col.A.
De momento, as actividades antes albergadas pelo espaço da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha decorrem na via pública. Mesmo sem instalações, a Es.Col.A não tem defraudado as expectativas de vizinhos e demais beneficiados, continuando a assegurar as diversas oficinas e actividades. Continua vivo e de boa saúde o espírito de entreajuda e partilha de conhecimento conquistado.
O princípio da auto-gestão, consagrado no artigo 85º da Constituição da República Portuguesa, guiou desde o início o processo de criação desta realidade. Mantendo este princípio, o projecto da Es.Col.A continuará a ser construído, pensado e executado de acordo com as possibilidades dos voluntários, procurando ir ao encontro das necessidades da comunidade.
Uma delegação da Es.Col.A do Alto da Fontinha participou na reunião da Assembleia Municipal do Porto do passado dia 16 de Maio. À porta, centenas de pessoas apoiaram a iniciativa. Quando interpelado por deputados da oposição, o presidente da autarquia mostrou-se disponível para aceitar um projecto para o espaço. Todavia, retirou-se sem ouvir a nossa intervenção.
Tendo em conta que a Câmara Municipal do Porto disse estar disposta a analisar o projecto; que a Es.Col.A já provou, pela prática, ter capacidade para realizar actividades e envolver a população; que as actividades continuam, ainda que em condições absolutamente precárias; que a população da Fontinha apoia a Es.Col.A; que este projecto responde a necessidades reais, não pode continuar sem espaço físico e que é urgente tomar decisões, solicitamos que a Câmara Municipal do Porto proceda ao desemparedando do edifício e conceda à Es.Col.A uma autorização de utilização precária do espaço da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, nos moldes acima descritos, até que um contrato de comodato seja redigido e aceite pelas partes.
Serve igualmente esta carta aberta para convidar a vereadora responsável pelo Pelouro do Conhecimento e Coesão Social, Doutora Guilhermina Rego, para participar na nossa próxima assembleia, a realizar a 13 de Junho, pelas 18h30, no Largo da Fontinha, onde se poderá discutir pormenores e clarificar dúvidas. Este convite é extensível a todos os autarcas da Câmara Municipal do Porto, da Assembleia Municipal, e da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso.
Ficaremos à espera da comparência da Sr.ª Vereadora ou, na impossibilidade da sua presença, de uma comunicação da autarquia, em tempo útil, para a partir daí podermos definir prazos e atitudes a tomar, tendo em conta os objectivos do Projecto Es.Col.A.
No endereço de internet escoladafontinha.blogspot.com encontra-se disponível o horário das actividades a decorrer na Es.Col.A e outras informações sobre este projecto.
Em virtude de estarmos desalojados, agradecemos que nos respondam para o endereço de correio electrónico es.col.a.da.fontinha@gmail.com.
Largo do Fontinha, Porto, 25 de Maio de 2011
Esta carta aberta foi aprovada na assembleia da Es.Col.A do Alto da Fontinha, Espaço Colectivo Autogestionado no dia 25 de Maio de 2011.
– Enviado através da Barra de ferramentas do Google"

terça-feira, 17 de maio de 2011

Instituto Comunidades Educativas (128)

Instituto Comunidades Educativas (128): "Instituto Comunidades Educativas AO ENCONTRO DA MEDIAÇÃO INTERCULTURAL 7 DE JUNHO CENTRO MULTICULTURAL EM SETÚBAL INSCREVAM-SE PARA ALARGAR O DEBATE AQUI VAI A FICHA DE INSCRIÇÃO Fotos do Mural Aqui vai a Ficha de Inscrição.... Por: Myrna Montenegro – Enviado através da Barra de ferramentas do Google"

domingo, 8 de maio de 2011

Manifesto Para Um Mundo Melhor

Manifesto Para Um Mundo Melhor: "Manifesto Para Um Mundo Melhor
Como cientistas sociais que partilham valores de democraticidade e de justiça social, temos estado atentos a esta crise económica internacional multifacetada e com consequências profundamente negativas no que diz respeito ao Progresso da Humanidade.
Vive-se, na Europa e nos Estados Unidos da América, um tempo de crise económica e social profunda, onde o impacto dos mercados financeiros internacionais e da especulação nas economias nacionais se apresenta como fortemente comprometedor não apenas da retoma económica, mas também, não só da estabilidade democrática, como do aprofundamento da democracia e, consequentemente, do bem-estar social.
Às elevadas taxas de desemprego, à precariedade e volatilidade do mercado de trabalho, resultado de políticas neoliberais protectoras e favorecedoras dos interesses do grande capital, os políticos têm vindo a responder com medidas de combate à crise profundamente fragilizadoras das classes de menor estatuto social e económico, mas sem impacto na resolução dessa mesma crise, servindo apenas para “acalmar” o apetite dos mercados financeiros internacionais através do pagamento de elevados e injustificados juros cobrados às frágeis economias nacionais. Estas medidas são apresentadas às opiniões públicas como as únicas verdadeiramente eficazes para minorar os efeitos da voracidade dos mercados financeiros internacionais desregulados, omitindo o papel daqueles na emergência e aprofundamento da crise. Esta é declarada e assumida pelos governantes e por muitos economistas como se de uma fatalidade se tratasse. Ao mesmo tempo, propaga-se a ideia (ideologia) da inviabilidade de alternativas, a par da fragilização, no caso Europeu, do seu Modelo Social assente na redistribuição económica alegando a sua insustentabilidade a médio e longo prazo e a sua subalternização à Europa da Concorrência.
Acentua-se a responsabilidade individual e a desresponsabilização do Estado face aos grupos sociais mais vulneráveis, reduzindo as oportunidades para se realizarem enquanto cidadãos, beneficiando os mais poderosos em prejuízo dos mais desfavorecidos.
O ataque ideológico ao Modelo Social Europeu é um ataque ao mundo, dado que aquele é o modelo-padrão a partir do qual se constroem as aspirações dos cidadãos das nações emergentes e as novas formas de organização social que urge construir nesses países para redistribuir a crescente riqueza de que poucos usufruem
.
As suas consequências são o paulatino desmantelamento das protecções sociais que (ainda) limitam os danos da pobreza e da exclusão social pondo em causa o contrato social que fundamenta a democracia. Às grandes desigualdades de distribuição de rendimento existentes nos países emergentes, perpetuadoras de inúmeras vidas imersas na mais profunda pobreza, juntam-se as novas situações, nos países mais ricos, onde o nível de riqueza cresce ao mesmo tempo que o número de pobres.
É em períodos de crise que se constroem alternativas de futuro. Todos os que se sentem interpelados, descontentes e explorados não podem ser mobilizados pelo “medo” para soluções autoritárias. E corre-se esse perigo. Por isso, é este o momento certo para que os cientistas sociais, que se ocupam de analisar, de procurar compreender e de sistematizar conhecimento sobre as sociedades, as suas dinâmicas, as suas forças e também os seus efeitos perversos, se empenhem na construção do aprofundamento da democracia. Em conjunto com todos aqueles que estão dispostos a trabalhar por um Mundo Melhor. Com todos aqueles que sabem que a democracia se inventa e se reconstrói. Outros paradigmas são possíveis, mas exigem o compromisso de todos nós, para que se diminua a distância entre governantes e governados, denunciada há tantos anos por Bourdieu; para que seja possível, à semelhança do preconizado por Edgar Morin, resistirmos a uma ideologia dominante que tudo varre à sua frente e que apresenta como evidente e normal o que mais não é que a exploração e a desigualdade, que recusamos; para que seja possível compreender à semelhança de Cynthia Fleury, que a democracia tem que conter a crítica de si própria, de modo a que se reinventem as regras que nos governam, impedindo a “entropia” das democracias. Torna-se, por isso, fundamental a intervenção no espaço público, nomeadamente através da construção de um Manifesto capaz de interrogar o capitalismo desenfreado em que vivemos (e particularmente a submissão às exigências dos mercados financeiros internacionais) que sacrifica parte significativa dos seres humanos em nome do lucro exacerbado de alguns, encaminhando-os para a perda gradual dos Direitos e da Dignidade Humanos. Trata-se de um Manifesto capaz de questionar o tipo de sociedade que está a construir-se com este modelo económico e apontar para a construção de uma sociedade em que o modelo económico não faça refém a maior parte da humanidade, destruindo-lhe nomeadamente a capacidade de indignação através do aumento da insegurança e precariedade associadas ao mercado de trabalho. O papel dos e das cientistas sociais é também desconstruir as “evidências do mercado”, bem como outras ideologias tão eficazes, nomeadamente no que diz respeito à veiculação de que não existe alternativa para a actual ordem económica e social mundial.
Afirmamos, pelo contrário, que uma nova ordem económica mundial é possível: uma ordem que restitua aos seres humanos o Direito à indignação, o Direito ao trabalho, o Direito a expectativas positivas e oportunidades de vida, o Direito à Dignidade.
Propomos, por isso, a adopção mundial de medidas tendentes a diminuir o impacto social da actual crise mundial que, se consideradas pelas elites governantes mundiais, contribuirão para o incremento das economias nacionais, para restituir ao ser humano a confiança no futuro e para o aprofundamento do sistema democrático.
Uma democracia saudável é uma democracia mais deliberativa e comunicativa, em que as políticas de “redistribuição”, de “reconhecimento” e de “participação” se articulam em prol de uma justiça mais respeitadora dos direitos humanos, mais cooperativa, sem áreas marginais, tendo em vista transformar este nosso mundo numa comunidade de comunidades.
A sobreexposição da opinião pública aos economistas do regime e sua cartilha de pensamento único desvitaliza e despolitiza o espaço público, difundindo a ideia que Margaret Thatcher apregoou quando subiu ao poder e que constitui o nó górdio de todo um programa: “não há alternativa”. Nos dias que correm, esta questão surge com particular intensidade no respeitante à dívida soberana. A prenoção da intocabilidade da dívida afoga todas as tentativas de a discutir enquanto instrumento privilegiado de transferência dos rendimentos do salário para o capital. Na verdade, o reescalonamento e a reestruturação da dívida deveria permitir aos países não pagarem juros extorsionários. De igual modo, afigura-se fundamental impor uma justa redistribuição dos sacrifícios, obrigando a banca (uma das principais causadoras e beneficiárias da actual crise) a pagar imposto de acordo com os lucros obtidos, a par da taxação das grandes fortunas, das mais-valias bolsistas e urbanísticas, das transferências para offshores. Finalmente, julgamos essencial que qualquer política macroeconómica calcule, de antemão, o número de pobres que vai produzir, para que se perceba e evite os danos sociais e morais da sua implementação.
A construção de um Movimento Social Internacional
Apela-se a todos os Cidadãos e Cidadãs do Mundo para aderirem a este Manifesto, em ordem a construir um Movimento Social Mundial capaz de enfrentar o actual capitalismo desenfreado que se quer fazer “senhor do mundo” e reféns as pessoas que o habitam. PELA REGULAÇÃO DEMOCRÁTICA E SOLIDÁRIA DO CAPITALISMO. PELA HUMANIDADE COM DIGNIDADE.
"

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Manifesto para um mundo melhor - Sociedade - PUBLICO.PT

Manifesto para um mundo melhor - Sociedade - PUBLICO.PT: "– Enviado através da Barra de ferramentas do Google" < equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8">

Manifesto para um mundo melhor

01.05.2011 - 09:07

Como cientistas sociais que partilham valores de democraticidade e de justiça social, temos estado atentos a esta crise económica internacional multifacetada e com consequências profundamente negativas no que diz respeito ao Progresso da Humanidade.

Vive-se, na Europa e nos Estados Unidos da América, um tempo de crise económica e social profunda, onde o impacto dos mercados financeiros internacionais e da especulação nas economias nacionais se apresenta como fortemente comprometedor não apenas da retoma económica, mas também, não só da estabilidade democrática, como do aprofundamento da democracia e, consequentemente, do bem-estar social. Às elevadas taxas de desemprego, à precariedade e volatilidade do mercado de trabalho, resultado de políticas neoliberais protectoras e favorecedoras dos interesses do grande capital, os políticos têm vindo a responder com medidas de combate à crise profundamente fragilizadoras das classes de menor estatuto social e económico, mas sem impacto na resolução dessa mesma crise, servindo apenas para “acalmar” o apetite dos mercados financeiros internacionais através do pagamento de elevados e injustificados juros cobrados às frágeis economias nacionais. Estas medidas são apresentadas às opiniões públicas como as únicas verdadeiramente eficazes para minorar os efeitos da voracidade dos mercados financeiros internacionais desregulados, omitindo o papel daqueles na emergência e aprofundamento da crise. Esta é declarada e assumida pelos governantes e por muitos economistas como se de uma fatalidade se tratasse. Ao mesmo tempo, propaga-se a ideia (ideologia) da inviabilidade de alternativas, a par da fragilização, no caso Europeu, do seu Modelo Social assente na redistribuição económica alegando a sua insustentabilidade a médio e longo prazo e a sua subalternização à Europa da Concorrência. Acentua-se a responsabilidade individual e a desresponsabilização do Estado face aos grupos sociais mais vulneráveis, reduzindo as oportunidades para se realizarem enquanto cidadãos, beneficiando os mais poderosos em prejuízo dos mais desfavorecidos. O ataque ideológico ao Modelo Social Europeu é um ataque ao mundo, dado que aquele é o modelo-padrão a partir do qual se constroem as aspirações dos cidadãos das nações emergentes e as novas formas de organização social que urge construir nesses países para redistribuir a crescente riqueza de que poucos usufruem. As suas consequências são o paulatino desmantelamento das protecções sociais que (ainda) limitam os danos da pobreza e da exclusão social pondo em causa o contrato social que fundamenta a democracia. Às grandes desigualdades de distribuição de rendimento existentes nos países emergentes, perpetuadoras de inúmeras vidas imersas na mais profunda pobreza, juntam-se as novas situações, nos países mais ricos, onde o nível de riqueza cresce ao mesmo tempo que o número de pobres. É em períodos de crise que se constroem alternativas de futuro. Todos os que se sentem interpelados, descontentes e explorados não podem ser mobilizados pelo “medo” para soluções autoritárias. E corre-se esse perigo. Por isso, é este o momento certo para que os cientistas sociais, que se ocupam de analisar, de procurar compreender e de sistematizar conhecimento sobre as sociedades, as suas dinâmicas, as suas forças e também os seus efeitos perversos, se empenhem na construção do aprofundamento da democracia. Em conjunto com todos aqueles que estão dispostos a trabalhar por um Mundo Melhor. Com todos aqueles que sabem que a democracia se inventa e se reconstrói. Outros paradigmas são possíveis, mas exigem o compromisso de todos nós, para que se diminua a distância entre governantes e governados, denunciada há tantos anos por Bourdieu; para que seja possível, à semelhança do preconizado por Edgar Morin, resistirmos a uma ideologia dominante que tudo varre à sua frente e que apresenta como evidente e normal o que mais não é que a exploração e a desigualdade, que recusamos; para que seja possível compreender à semelhança de Cynthia Fleury, que a democracia tem que conter a crítica de si própria, de modo a que se reinventem as regras que nos governam, impedindo a “entropia” das democracias. Torna-se, por isso, fundamental a intervenção no espaço público, nomeadamente através da construção de um Manifesto capaz de interrogar o capitalismo desenfreado em que vivemos (e particularmente a submissão às exigências dos mercados financeiros internacionais) que sacrifica parte significativa dos seres humanos em nome do lucro exacerbado de alguns, encaminhando-os para a perda gradual dos Direitos e da Dignidade Humanos. Trata-se de um Manifesto capaz de questionar o tipo de sociedade que está a construir-se com este modelo económico e apontar para a construção de uma sociedade em que o modelo económico não faça refém a maior parte da humanidade, destruindo-lhe nomeadamente a capacidade de indignação através do aumento da insegurança e precariedade associadas ao mercado de trabalho. O papel dos e das cientistas sociais é também desconstruir as “evidências do mercado”, bem como outras ideologias tão eficazes, nomeadamente no que diz respeito à veiculação de que não existe alternativa para a actual ordem económica e social mundial. Afirmamos, pelo contrário, que uma nova ordem económica mundial é possível: uma ordem que restitua aos seres humanos o Direito à indignação, o Direito ao trabalho, o Direito a expectativas positivas e oportunidades de vida, o Direito à Dignidade. Propomos, por isso, a adopção mundial de medidas tendentes a diminuir o impacto social da actual crise mundial que, se consideradas pelas elites governantes mundiais, contribuirão para o incremento das economias nacionais, para restituir ao ser humano a confiança no futuro e para o aprofundamento do sistema democrático. Uma democracia saudável é uma democracia mais deliberativa e comunicativa, em que as políticas de “redistribuição”, de “reconhecimento” e de “participação” se articulam em prol de uma justiça mais respeitadora dos direitos humanos, mais cooperativa, sem áreas marginais, tendo em vista transformar este nosso mundo numa comunidade de comunidades. A sobreexposição da opinião pública aos economistas do regime e sua cartilha de pensamento único desvitaliza e despolitiza o espaço público, difundindo a ideia que Margaret Thatcher apregoou quando subiu ao poder e que constitui o nó górdio de todo um programa: "não há alternativa". Nos dias que correm, esta questão surge com particular intensidade no respeitante à dívida soberana. A prenoção da intocabilidade da dívida afoga todas as tentativas de a discutir enquanto instrumento privilegiado de transferência dos rendimentos do salário para o capital. Na verdade, o reescalonamento e a reestruturação da dívida deveria permitir aos países não pagarem juros extorsionários. De igual modo, afigura-se fundamental impor uma justa redistribuição dos sacrifícios, obrigando a banca (uma das principais causadoras e beneficiárias da actual crise) a pagar imposto de acordo com os lucros obtidos, a par da taxação das grandes fortunas, das mais-valias bolsistas e urbanísticas, das transferências para offshores. Finalmente, julgamos essencial que qualquer política macroeconómica calcule, de antemão, o número de pobres que vai produzir, para que se perceba e evite os danos sociais e morais da sua implementação. A construção de um Movimento Social Internacional Apela-se a todos os Cidadãos e Cidadãs do Mundo para aderirem a este Manifesto, em ordem a construir um Movimento Social Mundial capaz de enfrentar o actual capitalismo desenfreado que se quer fazer “senhor do mundo” e reféns as pessoas que o habitam. PELA REGULAÇÃO DEMOCRÁTICA E SOLIDÁRIA DO CAPITALISMO. PELA HUMANIDADE COM DIGNIDADE. Almerindo Afonso (Sociólogo da educação, Instituto de Educação, Universidade do Minho), Ana Benavente (Socióloga da educação, ICS-ULHT, Lisboa), Ana Diogo (Socióloga Universidade dos Açores). Afrânio Mendes Catâni (Sociólogo, Universidade de São Paulo, Brasil) Álvaro Borralho (Sociólogo, Universidade dos Açores), Alexandra Castro (Socióloga, CET/ISCTE), Alberto Melo (Associação in Loco e Universidade do Algarve), António Teodoro (Professor, investigador em educação, Universidade Lusófona), Andrea Spini (Sociólogo, Universidade de Florença, Itália) Bernard Lahire (Sociólogo, École Normale Supérieure Lettres et Sciences Humaines, Universidade de Lyon 2, França), Boaventura de Sousa Santos (Sociólogo, Director do CES, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra), Carlo Catarsi (Sociólogo, Universidade de Florença, Itália) Carlos Estêvão (Sociólogo da Educação, Instituto de Educação, Universidade do Minho), Casimiro Balsa (Sociólogo, Universidade Nova de Lisboa), Claire Auzias (Historiadora, França) Conceição Nogueira (Psicóloga Social, Escola de Psicologia, Universidade do Minho) Fátima Pereira Alves (Socióloga, Universidade Aberta), Fernando Diogo (Sociólogo, Universidade dos Açores), Filipe Carmo (Historiador), Gilberta Rocha (Socióloga, Universidade dos Açores), Giovanna Campani (Antropóloga, Universidade de Florença, Itália), Isabel Guerra (Socióloga, DINAMIA/CET, IUL/ISCTE), João Teixeira Lopes (Sociólogo, Faculdade de Letras, Universidade do Porto), Luísa Ferreira da Silva (Socióloga, ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa), Manuel Carlos Silva (Sociólogo, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho), Maria Alice Nogueira (Socióloga, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil) Maria José Casa-Nova (Socióloga da educação, Instituto de Educação, Universidade do Minho), Maria Helena Cabeçadas (Antropóloga), Manuel Matos (Professor aposentado da FPCE, Universidade do Porto), Manuel Sarmento (Sociólogo, Instituto de Educação, Universidade do Minho), Margaret Gibson (Professor Emérita of Education and Anthropology, University of California, Santa Cruz, USA), Maurizio Matteuzzi (Filósofo, Universidade de Bologna, Itália), Michael Young (Sociólogo, da educação, institute of Education, London) Michel Messu (Sociólogo, Universidade de Nantes, França), Nancy Fraser (Henry A. & Louise Loeb Professor of Philosophy and Politics, New School for Social Research, New York, USA), Nathalie Burnay (Socióloga, Universidade de Namur, Bélgica), Paulo Pereira de Almeida (sociólogo, ISCTE, Lisboa), Pedro Silva (Sociólogo da educação, Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria), Roger Dale (Sociólogo, Universidade de Bristol, Inglaterra), Rui Brito Fonseca (Sociólogo, CIES/ISCTE-IUL) Universidade de Lisboa), Rui Canário (Sociólogo da educação, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa) Rui Santiago (Professor da Universidade de Aveiro), Saniye Dedeoglu (Centre For Research in Ethnic Relations, School of Health and Social Studies, University of Warwick, Inglaterra), Sílvia Carrasco Pons (Antropóloga, Universidade Autónoma de Barcelona, Espanha), Sofia Marques da Silva (Socióloga da Educação, FPCE, Universidade do Porto) Tiziana Chiappelli (Educadora, Universidade de Florença, Itália), Tiago Neves (Sociólogo, FPCE, Universidade do Porto) David Smith (Sociólogo, Canterbury University, Kent, United Kingdom), Vitor Matias Ferreira (Sociólogo, Prof. Emérito do ISCTE) Xavier Bonal (Sociólogo, Universidade Autónoma de Barcelona, Espanha), Xavier Rambla (Professor de Sociologia, Universidade Autónoma de Barcelona, Espanha).

Manifesto para um mundo melhor

terça-feira, 5 de abril de 2011

Encontros e Desencontros com Rui D'Espiney

Estimados amigos/as:

Um grupo de pessoas que têm acompanhado, ou que em algum momento acompanharam, o Rui D'Espiney no seu percurso político, associativo, profissional, familiar ou simplesmente na amizade estão a organizar um encontro/reencontro com Rui. Será um momento de convívio, de reflexão política mas sobretudo o reconhecimento dos valores que o Rui representa, enquanto pessoa, nas diversas dimensões da sua vida.

Aqui deixo o convite. Inscrevam-se e partilhem com outros amigos/as.

Carmo Bica

terça-feira, 1 de março de 2011

O programa 30 Minutos esteve em Covas do Monte

O programa 30 Minutos esteve em Covas do Monte

Mais uma vez os meios de comunicação se interessam pela problemática do desenvolvimento dos pequenos espaços. Não podemos dizer que é por falta de visibilidade que o desenvolvimento aí não se faz. O grande problema é que durante anos o processo de aculturação das pessoas foi no sentido da massificação e destrui-se os processos de evolução das identidades. http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=23840&e_id&c_id=1&dif=tv&hora=21%3A00&dia=26-10-2010 O programa aborda Covas do Monte a partir dos 12 minutos.

Quinta da Educação e Ambiente

Quinta da Educação e Ambiente

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém, numa parceria activa com a Junta de Freguesia de Santo André, o ICE – Instituto das Comunidades Educativas e o ICN – Instituto de Conservação da Natureza, empreende um projecto que contribui para uma imagem valorizada do Município, bem como para a defesa e promoção de um ecossistema de espécies naturais e relações ecológicas específicas.

A Quinta de Educação e Ambiente na Lagoa de Santo André, concelho de Santiago do Cacém, é um espaço onde se juntam a Educação, a Cultura e a Cidadania.

A zona da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha proporciona o envolvimento pedagógico das comunidades educativas onde a Quinta pretende ser, para todos os que a procuram, um espaço onde se experimenta uma cidadania pro-activa e o envolvimento/reflexão nas actividades torna pertinente as aprendizagens.

>> Protocolo de colaboração CMSC/ICE/ICN (disponível brevemente)

C.M. Moita Feira de Projectos Educativos

C.M. Moita Feira de Projectos Educativos
Feira de Projectos Educativos A Feira de Projectos Educativos surgiu, em 1998, por iniciativa da Câmara Municipal da Moita e do ICE – Instituto das Comunidades Educativas, com o propósito de mostrar os projectos e as práticas educativas nas escolas do concelho da Moita, possibilitando a partilha e a cooperação entre toda a comunidade local. Foi assim criado um espaço de animação onde se envolveram as escolas de vários níveis de ensino, públicas e privadas, e diferentes agentes educativos.

Objectivos:

- Dar a conhecer os projectos desenvolvidos em todas as escolas do concelho e instituições educativas;

- Promover a articulação entre diferentes graus de ensino, entidades e outros actores educativos;

- Contribuir para a construção de uma identidade social, educativa e cultural;

- Valorizar os projectos educativos das escolas e promover relações de parceria.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Biblioteca para pessoas com deficiência de visão, em Coimbra:

From: José Guerra [mailto:jose.guerra@cm-coimbra.pt]
Subject: audiolivros
As pessoas com deficiência da visão podem requisitar livros em formato que lhes seja acessível (braille ou audiolivros) sem quaisquer formalidades. Precisamos apenas que nos forneçam nome, morada e um contacto telefónico.
No que concerne aos audiolivros, podem retemter-nos CD's virgens e nós gravamos os audiolivros pretendidos ficando depois com eles. Outra forma é enviar-nos a listagem dos audiolivros pretendidos, e nós emprestamos os CD's já gravados. Neste último caso devem posteriormente proceder à sua devolução.
Os audiolivros são gravados em formato mp3. Temos também uma quantidade razoável de audiolivros em cassetes, estando as que se apresentam em boas condições a ser digitalizadas.
Quanto à consulta na internet, em breve será possível, pelo que oportunamente lhe enviarei o link.
José Adelino Figueira Guerra
Biblioteca Municipal de Coimbra
Rua Pedro Monteiro
3000-329 Coimbra, Portugal
Tel +351 239 702630
Fax +351 239 702496

domingo, 31 de outubro de 2010

Democracia Participativa

Democracia Participativa: "– Enviado através da Barra de ferramentas do Google"

domingo, 12 de setembro de 2010

«PLATAFORMA CÍVICA EM DEFESA DE UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO PARA LISBOA

Ministra da Saúde recebe 5ª feira às 15.30 h a Plataforma Cívica em Defesa de Um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa Chegado por e-mail: A Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa, após 2 anos de insistentes pedidos, vai ser recebida no Ministério da Saúde pela DrªAna Jorge no próximo dia 9 de Setembro às 15.30 h.
Esta reunião, vem na sequência de cerca de 2 anos de acções de sensibilização da Plataforma Cívica que tem como um dos mentores o Professor António Gentil Martins e é constituída por médicos pediatras e de outras especialidades ligadas à criança, técnicos de saúde, pais e cidadãos preocupados com o futuro dos cuidados de saúde prestados às crianças da Área Metropolitana de Lisboa e Sul do país, face à intenção do Governo de proceder ao encerramento do Hospital Pediátrico de Lisboa (Hospital de Dona Estefânia) e "substituí-lo" por um simples serviço de pediatria inserido num hospital de adultos a construir na zona de Chelas, num retrocesso técnico e civilizacional sem precedentes.
Esta atitude discricionária para as crianças de Lisboa, contrariando a tendência no mundo civilizado, contrasta com a politica do próprio ministério que vai inaugurar a muito breve prazo o novo Hospital Pediátrico de Coimbra e se bate vigorosamente com a autarquia do Porto para ai se poder também construir um novo hospital pediátrico, para além da já anunciada construção de um segundo hospital pediátrico no Porto em estreita relação com o Hospital de São João.
Neste período foi possível constatar muitos apoios à causa das crianças de Lisboa e do seu hospital pediátrico e contra a assistência à criança integrada num dos departamentos do hospital geral de Chelas que hipotecaria, por várias gerações, a qualidade dos cuidados prestados à maioria das crianças e adolescentes, em especial os portadores de doenças mais graves ou complexas. Entre os factos mais significativos, destacamos:
- Petição púbica ao Presidente da República com mais de 76.000 assinaturas.
- Petição pública à Assembleia da Republica com mais de 6.000 assinaturas
- Apoio expresso em Plenário da maioria dos partidos da Assembleia da República (excepto PS) - A unanimidade da Comissão de Saúde da AR (incluindo o PS) expressa no seu relatório sobre o tema.
- Apoio expresso da maioria das forças políticas representadas na Câmara Municipal de Lisboa - Apoio expresso de Juntas de Freguesia do Concelho de Lisboa
- Votação favorável de 96,1% dos profissionais do Hospital de Dona Estefânia num inquérito anónimo em urna efectuado por entidade independente
- Apoio de inúmeras personalidades da sociedade civil respeitadas em várias áreas da ciência e da protecção à criança
- A Assembleia Municipal de Lisboa - aprovando por unanimidade a moção favorável ao desenvolvimento de um novo Hospital Pediátrico autónomo de Lisboa - A Secção Sul da Ordem do Médicos
A manter-se, a decisão anunciada do Ministério da Saúde terá claros prejuízos para a investigação e tratamento de doenças específicas do foro infantil, colocando ainda em risco toda a lógica de tratamento e atendimento dedicado à criança, que só um novo hospital pediátrico autónomo poderá garantir. Seria um erro que, cometido agora, perduraria por gerações e gerações de crianças.
Estamos convictos que as autoridades portuguesas sabem bem que as crianças não são adultos em miniatura, que têm necessidades próprias e direitos inalienáveis, e que, seguramente, serão sensíveis à necessidade de termos um novo Hospital para crianças, em Lisboa, autónomo, tecnologicamente evoluído, com profissionais especializados, e inteiramente dedicados ao apoio aos seus problemas globais, físicos e espirituais, preferencialmente localizado junto ao novo Hospital Geral, a construir em Marvila. A Medicina não pode limitar-se à técnica mas nela é essencial o ambiente humano e neste caso o imprescindível "ambiente pediátrico" típico dos hospitais dedicados asa crianças.
Ao invés do Ministério da saúde, a Plataforma Cívica defende dois objectivos essenciais: 1 - Por um lado, reconhece a necessidade de projectar uma nova infra-estrutura para o futuro, pugnar pela criação de um novo hospital pediátrico autónomo e exclusivamente dedicado aos cuidados à criança, ainda que fisicamente perto de um grande hospital de adultos na Capital. Defende pois um novo Hospital moderno e AUTÓNOMO, tecnologicamente evoluído e com profissionais especializados, dedicados ao apoio aos problemas globais (físicos e psico-emocionais) das crianças. Esse novo hospital deveria, em homenagem à visão inovadora da Rainha D.ª Estefânia e à identificação do colectivo da população com os valores da sua cidade, continuar a chamar-se de "Hospital de Dona Estefânia".
2 - A Manutenção do espaço onde funciona o actual Hospital de Dona Estefânia, como um espaço dedicado à criança, à promoção da sua condição especial, às suas instituições de protecção e até à prestação de cuidados e tratamentos a crianças com doenças crónicos ou deficiências, mantendo-se assim os objectivos que presidiram à doação dos terrenos.»

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