quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Poesia de Osvaldo Kiluange Sousa

Lusofonia que Grita
Que gritos são esses que oiço em redor de Lisboa
São gritos e gemidos de gentes que fazem a multiculturalidade
Gentes da periferia de Lisboa que ficaram só entre eles
Sim convivem numa lusofonia diferente
A lusofonia dos bairros que clamam pela política de integração
Enquanto isso não deixam de ser parte da lusofonia de expressão
Porque são aplaudidos quando convém a bem do sistema
Essa é a lusofonia lembrada no comício da cachupa
Esquecida nos debates da lei

domingo, 2 de novembro de 2008

Poesia de Osvaldo Kiluange Sousa

A Dor da Profecia e o Amor da Poesia
Eu sou como o profeta que clama no ermo
Os meus gritos de aflição não fazem audição para o sistema
Gritos de dor da imigração sentido sem valor da integração
Sou como o profeta que clama no ermo
As minhas profecias encheram a nação de esperança
Mas a seleção levou toda a atenção
E hoje só me restou a poesia para fazer a profecia
Enquanto rimo com a ajuda de todo o primo
Porque a lusofonia é o lema que não chegou ao bairro
Osvaldo Poeta PARA QUEM FALA DOS BAIRROS osvaldo-escritor@hotmail.com

sábado, 1 de novembro de 2008

Poesia de Osvaldo Kiluange Sousa

Entrevista do (a) poetelas

Sobre mim

Hoje a poesia clama o isolamento dos bairros

Bairros cidades de realojamento
Transformados em guetos de sofrimentos
Bairros onde habitam gentes de lusofonia
Que gemem entre a escuridão a lentidão da política
A poesia clama os gritos de dor e gemidos dos desprezados Bairros que nasceram com a imigração de gentes coloridas
Gentes que vieram em busca da razão para viver
Confiando na lusofonia prometida

domingo, 26 de outubro de 2008

Pliny’s Natural History and the idea of history of art in classical antiquity.

Thursday, 23 October 2008

Pliny’s Natural History and the idea of history of art in classical antiquity.

By Miguel Ayres de Campos Tovar. Moreover, the path is not a beaten highway of authorship, nor one in which the mind is eager to range: there is not one of us who has made the same venture, nor yet one Greek who has tackled single-handed all departments of the subject Pliny, Natural History, Book I

domingo, 19 de outubro de 2008

Osvaldo poeta, 'detective' e 'manager' da Quinta do Mocho

Osvaldo poeta, 'detective' e 'manager' da Quinta do Mocho Basta pôr o pé na rua. Há sempre alguém, na Urbanização da Quinta do Mocho, em Sacavém, que chama por Osvaldo de Sousa. É a tia Bia a perguntar pela mãe dele, o Braima a convidá-lo para ir a Lisboa, as miúdas a combinar a hora do ensaio de dança. Desta vez foi a Daniela e está de sobrolho carregado porque é que, na longa lista de agradecimentos do seu primeiro livro, não se encontra o nome dela? "É só um rascunho. Falta ainda acrescentar muitas pessoas", gagueja ele. Acabado de encadernar, os poemas de Osvaldo correram de mão em mão. O bom seria ver a obra à venda nas livrarias, suspira Osvaldo. Mas, para já, os seus versos são um sucesso no bairro. A poesia é apenas um dos motivos para o angolano ser tão popular na Quinta do Mocho. Razões não faltam. É rapaz para conseguir uma sala para as Divas do Mocho ensaiarem uns passos de dança; fazer com que os professores percam o medo e visitem a urbanização; descobrir o paradeiro de familiares desaparecidos; pôr o bairro em peso a varrer o lixo das ruas.Osvaldo esclarece que fez tudo com a ajuda dos amigos, mas não foi por acaso que o elegeram presidente da Associação de Jovens de Intervenção Multicultural (AJIM). Ainda não tem e não sabe se algum dia terá local fixo para trabalhar. Isso não o impede de organizar, juntamente com os outros amigos, sessões de hip hop, de capoeira ou de apoio escolar aos alunos do bairro. E, se na altura do aperto, toda a gente se lembra dele, é porque não é homem para desistir à primeira. Já fez um pouco de cada coisa - desde mediador cultural, na Escola Bartolomeu Dias, até serviços administrativos no Centro de Saúde de Moscavide. Mas a história de um miúdo que perdeu o rasto do pai é uma das muitas vitórias que gosta de lembrar. Sem família nem documentos, o santomense estaria condenado à clandestinidade. Osvaldo agarrou o caso, com a persistência de um detective. Com um nome escrito num pedaço de papel, percorreu os bairros das redondezas. Nem sinal do homem. Partiu rumo a outras terras Camarate, Catujal ou São João. Falou com meio mundo, mas a sorte não mudou. Apanhou boleia na estrada e chegou ao outro lado do rio. Na Charneca de Caparica conseguiu um número de telemóvel que correspondia ao nome que trazia escrito num papel no fundo do bolso. Fez uma tentativa e, do outro lado da linha, ouviu a voz do desaparecido. "O senhor até já estava legalizado e assim foi mais fácil regularizar a situação do seu filho", recorda.Haverá mais episódios para contar acerca deste miúdo que chegou à Quinta do Mocho há 15 anos para viver numa barraca com a mãe. Mas Osvaldo prefere concentrar as suas energias na missão seguinte. Um destes dias vai vestir a pele de manager e descobrir uma editora para gravar um CD com os artistas do bairro "Há tantos talentos escondidos que seria uma pena ficarem no anonimato", explica. Kery, o rapper, Indira, a dançarina-cantora e Braima, o rapaz que recuperou os ritmos tradicionais africanos esfregam as mãos de contente. Não é para menos. "Quando aquele rapaz põe uma ideia na cabeça, só descansa depois de conseguir o que quer", contam os amigos do bairro.

Seminário Intervenção Comunitária e Participação

Localização: Centro Profissional do Sector Alimentar - Pontinha - Lisboa Data: 30 de Outubro de 2008 O Grupo de Intervenção Comunitária a partir da Saúde (GICAS) organiza, no dia 30 de Outubro de 2008, o Seminário Intervenção Comunitária e Participação, na Pontinha, em Lisboa.
O Seminário destina-se a equipas multidisciplinares de intervenção comunitária ou pessoas com interesse por est área. Visa a partilha de experiências de envolvimento de técnicos e populações em projectos desenvolvidos no terreno, bem como reforçar laços entre associações e projectos de intervenção comunitária e reflectir em conjunto sobre a actividade desenvolvida e perspectivas futuras. Programa9:00h Abertura do Secretariado 9:15h Intervenção de abertura dos trabalhosRogério Roque Amaro (PROACT / ISCTE) 9:30h 1ª MESA: Jovens e AdolescentesModeradora Adelaide VerdeProvocador *Violência em sala de aula - Hortense Gouveia (C SCascais)PROJAS — João Diegues (C S Palmela)Estar de Esperança — Sónia Ventura (APF) 10:30h Debate 10:45h Pausa 11:00h 2ª MESA: Adultos, pessoas mais velhas, famíliasModeradora Susana AndradeProvocador Henrique Joaquim (C. S. P. Campo Grande /UCP)Horta Nova (Carnide) - GAIMComunidade Bº 6 de Maio — Helena VicenteAguada de Baixo — Dalila Costa 12:15H Debate 12:30H ALMOÇO 14:00H 3ª MESA: Minorias Étnicas / InterculturalidadeModeradora Catarina PortilheiroProvocador Tânia Gaspar (ISPA)Desenvolvimento de Competências - Marta Rafôto (C SPontinha)Moinho da Juventude — Lieve Meersschaert (a confirmar) 15:00h Debate 15:15h Pausa 15:30h 4ª MESA: Meio rural vs Meio urbanoModeradora Lígia CalapezProvocadora Maria José Tovar (C. S. Águeda)Covas do Monte - Victor AndradeBaixa da Banheira ICE - Joaquina CostaAJIM (Quinta do Mocho) — Osvaldo Kiluange Sousa 16:30h Debate 16:45h — 18h Intervenção de encerramentoAntónio Cardoso FerreiraTeatro do Oprimido — José João Rodrigues (a confirmar) Mais informações:TM: 96 464 08 33E-mail: gicas2008@gmail.com Portal da Saúde Validação: CSS XHTML Acessibilidade: AA log

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Acerca do programa «a nossa terra quer» e Covas do Monte

Carta à SIC Exmos. Senhores,

Como representante legal do ICE – Instituto das Comunidades Educativas, parceiro do projecto “Covas do Monte Aldeia Viva” de Covas do Monte e a quem tem cabido, aliás, a responsabilidade pelo seu acompanhamento metodológico, dirijo-me a V. Exas. em virtude do que se passou com o concurso “A Minha Terra Quer”.

Levar uma comunidade isolada, em estado próximo da anomia, a começar a acreditar num futuro alternativo ao seu presente é um processo muito lento e complexo. Faz-se, ultrapassando as descrenças através dos pequenos êxitos que se conseguem, mostrando que os pequenos passos que se vão dando no sentido da melhoria das condições de vida podem ser objecto de reconhecimento. A mais pequena frustração às expectativas que eventualmente criam pode ser suficiente para o reinstalar do desânimo, para o criar da noção de que não vale a pena lutar.

Não nos surpreenderam, pois, as muitas reticências que os seus habitantes fizeram à ideia de candidatar a aldeia ao vosso concurso. Assim como não nos surpreendera a pouca crença que tinham na possibilidade de o vencerem e de através disso poderem realizar o seu sonho.

Face a esta realidade o que se passou com o concurso é da maior gravidade. Ao verem anunciada a vitória da sua aldeia, a comunidade entrou em euforia e pode dizer-se começou a acreditar em si. Começou a acreditar que de facto valia a pena “o que vem tentando”.

Verificar, três dias depois, que tudo não passava de um “engano” foi um duro golpe, recaindo numa descrença bem mais vincada do que aquela que possuíam quando o projecto se iniciou.

Este é o estrago e o prejuízo causado pela vossa estação.

Foi um engano, dizem-nos e, como é evidente, sabemos bem que os enganos são possíveis…

Mas não ilibam as responsabilidades. Uma instituição que se quer credível, respeitada, “preferida” aos olhos da opinião pública não pode ficar indiferente perante os estragos que provoque, ainda que involuntariamente. De algum modo tem de encontrar forma de redimir-se, de reconquistar a confiança dos que lesou. Não basta um pedido de desculpas privado, não publico. Tem – teria no caso vertente – de contribuir para “repor o ego” da comunidade de Covas do Monte.

Pode pensar-se que uma aldeia perdida na serra, com 54 habitantes não pesa no prestígio da SIC, mas esse seria um erro de quem não tem nomeadamente em conta a rede de relações que a aldeia em questão já construiu: através de instituições como a nossa, por exemplo, a sua influência chega a diversas universidades, autarquias e associações de desenvolvimento local.

Por tudo isto, pela importância que damos ao recriar da esperança em Covas do Monte, aguardamos, aguarda o ICE, uma reparação condigna e eficaz.

O Director Executivo

Rui d’Espiney

Encontro de Contadores, Lareiras e Sabores

Estória, História...: Encontro de Contadores,
Lareiras e Sabores

Maciço da Gralheira
3, 4 e 5 de Outubro de 2008
''Quem faz o conto é o ouvido''
                               Italo Calvino

domingo, 14 de setembro de 2008

Covas do Monte venceu e depois perdeu

GAZETA DA BEIRA S. PEDRO DO SUL . VOUZELA . OLIVEIRA DE FRADES . CASTRO DAIRE . VISEU.CASTRO DAIRE 11 Setembro 2008 Está a causar grande mal-estar em Covas do Monte a forma como se processou a divulgação dos resultados do concurso “A Nossa Terra Quer” promovido pelo canal televisivo SIC. A Associação “Os Amigos de Covas do Monte” tinha concorrido a este programa com um projecto que visava criar uma piscina natural na levada do moinho e recuperar a azenha e um moinho de água. O objectivo era dar a estes espaços novas funções lúdicas e turísticas, devido à ausência de espaços de lazer na aldeia. Viseu, com 85,8% dos votos. Junto, encontrava-se a descrição do projecto. A informação manteve-se inalterada durante todo o fim-de-semana. Na segunda-feira, dia 8, pelas 11h00, num programa em directo, a SIC anunciou que o vencedor do concurso era o projecto candidatado pela Associação Cultural e Recreativa de Cambra, com os mesmos 85,8%. Posteriormente, foi alterada a informação na página internet da SIC. Vítor Andrade contactou então a estação televisiva, que lhe terá respondido que tinha sido um engano na colocação dos resultados na página. À Gazeta da Beira, Vítor Andrade exprimiu o “sentimento de frustração e de revolta” que se abateu sobre as pessoas e associações envolvidas neste projecto: “As pessoas criaram uma série de Segundo Vítor Andrade, um dos impulsionadores da candidatura, na sexta-feira, dia 5, após o encerramento da votação telefónica, foi colocada no site da SIC a informação de que o projecto apresentado pela Associação “Os Amigos de Covas do Monte”, tinha sido o vencedor no distrito de expectativas, durante estes três dias acreditaram que iam poder realizar as coisas que queriam fazer e afinal tiraram-lhes a terra debaixo dos pés”. Acrescentou que há numerosas pessoas e associações amigas implicadas no processo, que agora estão indignadas e têm apresentado reclamações formais a várias entidades. Vítor Andrade reclama: “oficialmente, da parte da SIC, não há nenhuma reacção”. Por isso exige que haja uma reacção pública e oficial por parte dos responsáveis: “Tem que se falar com esta gente toda, dizer-lhes quem é que assume a responsabilidade do erro e como é que se repara o erro”. Contactada pela Gazeta da Beira, a Ludicom, empresa que gere o concurso, transmitiu que, da parte da SIC, “os comentários que tinha a fazer já tinham sido feitos directamente à Associação”.

sábado, 13 de setembro de 2008

CARTA ABERTA AOJORNAL DO INCRÍVEL

Exmo Senhor Director do Jornal do Incrível.

Dirijo-me a V. Exª porque os factos que levo ao vosso conhecimento são tão incríveis que me parece que só no vosso jornal ficariam bem enquadrados. Assim, permito-me esperar que mereçam a vossa atenção.

O acontecimento refere-se ao concurso televisivo «a-nossa-terra-quer» promovido pela SIC. São convidados a concorer projectos de âmbito social, cultural ou desportivo. Os projectos pré-seleccionados são avaliados por um júri que escolhe três por distrito. Depois de apresentados em reportagens na SIC, estes projectos serão sujeitos à votação do público através do telefone , para escolher o vencedor,que terá acesso a um financiamento até 30 000 €-

Na 4º feira 3 de Setembro foram apresentados os tres projectos do distrito de Viseu.Um dos três era o denominado «Covas do Monte-Aldeia Viva» que conheço e admiro pela originalidade, dinamismo e militancia dos participantes.

No dia 05/09/08, pelas 21h, após o encerramento das linhas telefónicas destinadas à votação nos projectos do distrito de Viseu do Programa a "Nossa Terra Quer" o site oficial da SIC, http://sic.aeiou.pt/online/sites+sic/sicporportugal/novidades/ntqviseu.htm divulga o nome do vencedor :"Covas do Monte - Aldeia Viva" . Grande euforia na aldeia! Durante todo o fim de semana essa informação manteve-se.

Três dias depois, no dia 08/09/08 pelas 11h a SIC muda de ideias. Muda o vencedor, que passa a ser Associação Cultural e Recreativa de Cambra .

O que aparece na página WEB não é um pedido de desculpas formal pelo engano . Não é uma explicação do modo como conseguiram «enganar-se» na contagem automática dos votos. Não é, tão pouco, uma explicação clara que permita ao público acreditar que se trata de um «engano» e não de uma trafulhice descarada.

A SIC limita-se a limpar a informação anterior, como se nunca lá tivesse estado! Deixando aqueles que consultaram o site, leram a notícia atempadamente e a divulgaram e festejaram, passar por loucos ou mentirosos! Sem qualquer explicação, sem qualquer aviso ou vestígio de respeito pelo seu público ou pela verdade...

GATO ESCONDIDO COM RABO DE FORA .

Há manchas difíceis de limpar. A SIC quis limpar a primeira notícia enviada, que noticiava a vitória da Associação dos Amigos de Covas do Monte, mas deixou um rasto.

Aqui está a prova.

Este link foi recuperado através da memória cahe do google.

http://66.102.9.104/search?q=cache:7vtOSIYnSl0J:sic.aeiou.pt/online/sites+sic/sicporportugal/novidades/ntqviseu.htm+Associa%E7%E3o+Amigos+de+Covas+do+Monte+vence+"A+Nossa+Terra+Quer"&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=1&gl=pt

A explicação é a seguinte, conforme publicita o próprio google:

Links ocultos

O Google tira uma " foto " de cada página examinada enquanto elas são carregadas e guarda-as na memoria se alguma estiver indisponível. Se Você clicar no link Cached , você verá as páginas como elas estavam da ultima vez que foram carregadas. Esse serviço é bom para se a página estiver indisponível no momento , mas a página vista pode não ser a vesão mais atualizada .

Quando a página armazenada é mostrada ela terá um cabeçalho, que servirá como um lembrete de que esta é uma página armazenada e não a página em si. Os termos que coincidem com sua busca estão destacados na versão armazenada, para que você identifique mais facilmente porque essa página é relevante.

Em conclusão

Esta atitude descuidada da SIC explica-se porque cosidera que Covas do Monte, uma aldeia de pastores nas profundezas da Serra de Arada, com 58 habitantes humanos e 2000 caprinos, não tem capacidade de fazer ouvir a sua voz. Mas acontece que Covas do Monte também é uma aldeia incrível!

Juntei em baixo algumas fotos, que estão publicadas na internet. No meu pequeno blog, Zetovarinho, coloquei alguma informação que recolhi sobre Covas do Monte, essencialmente no blog http://agricultura-covas-do-monte.blogspot.com cujo autor é o professor Vitor Andrade, grande dinamizador do projecto Aldeia Viva..

Covas do Monte quer Verdade, Transparência, Clareza, Rigor, Justiça.

A luta é desigual.

Mas também David venceu Golias!

Á vossa atenção subscrevo-me respeitosamente -- Maria José Tovar zetovar1@gmail.com

Covas do Monte e o concurso A-Nossa-Terra-Quer no Blog Agricultura-

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008 Mas que é isto?!!! Boa Noite Isto aconteceu mesmo. No dia 05/09/08, pelas 21h, após o encerramento das linhas telefónicas destinadas à votação nos projectos do distrito de Viseu do Programa a "Nossa Terra Quer" foi colocado no site http://sic.aeiou.pt/online/sites+sic/sicporportugal/novidades/ntqviseu.htm a informação de que o projecto da Associação Amigos de Covas do Monte, "Covas do Monte - Aldeia Viva" tinha ganho. Informação que logo que nos foi possível disponibilizámos aqui no blogue Durante todo o fim de semana essa informação manteve-se. No dia 08/09/08 pelas 11h é dada, na SIC, a informação de que quem ganhou foi a Associação Cultural e Recreativa de Cambra e de seguida alterada a informação na página Web. Tudo isto foi feito sem a menor responsabilidade e de respeito por todos os participantes, os que estiveram envolvidos nas candidaturas assim como os que realizaram telefonemas. Na altura da publicação dos resultados estava com uma pessoa amiga e foi do seu computador que observámos os resultados, que copiou e colocou na sua página pessoal http://zetovar1.blogspot.com/ assim como um link para a pág. da Sic agora já alterada. Assim NÃO. Estou indignado e revoltado com tudo isto. Mas será que não há mesmo responsáveis?! Publicada por Vítor Andrade em 15:38

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Aqui está a prova.

Este link foi recuperado através da memória cahe do google. http://66.102.9.104/search?q=cache:7vtOSIYnSl0J:sic.aeiou.pt/online/sites%2Bsic/sicporportugal/novidades/ntqviseu.htm+Associa%C3%A7%C3%A3o+Amigos+de+Covas+do+Monte+vence+%22A+Nossa+Terra+Quer%22&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=1&gl=pt

Covas do Monte (segundo o projecto criar raizes)

Aldeias Serranas A aldeia, pertencente à freguesia de Covas do Rio, fica encravada num vale da Serra de São Macário a uma altitude de 450 m. À sua volta fica uma imensa montanha de xisto, manchada de verde das giestas e do mato, aqui e ali salpicada por algumas manchas de pinheiro e alguns, poucos, eucaliptos. Olhando no prolongamento do vale são visíveis os campos férteis e verdejantes. Ali perto, o Portal do Inferno espreita... Apenas nos anos oitenta do século passado se abriu a estrada e o alcatrão chegou mais tarde. Dali não segue para mais lado nenhum. Mas por estrada florestal pode-se desfrutar de um belo passeio até Covas do Rio, passando por Serraco. É constituída na sua maioria por construções de xisto, incluindo o telhado que é feito por placas desta mesma rocha (lousa). Dispostas por ruas sinuosas, por norma, as casas têm um piso térreo onde se abrigam os animais e as alfaias agrícolas e um primeiro andar para habitação. Aqui vivem 58 pessoas que têm na pastorícia a sua principal fonte de rendimento. As cerca de 2100 cabras sobem, diariamente, num espectáculo inusitado e surpreendente, as várias encostas, e, para as guardar, os habitantes organizaram “parceiradas” em que se revezam, à vez e de forma comunitária, na guarda do gado (progreiro). No prolongamento do vale ficam situadas as “Terras do Pão”. São terrenos férteis e com abundância de água que escorre da serra por alguns ribeiros que no estio é utilizada e distribuída pelos campos através de um regadio tradicional. É também essa água que dá força para fazer andar as mós, nos seculares moinhos de água, onde se procede à moagem dos cereais para se fazer a broa. Existiam na aldeia, antigamente, três lagares de azeite, dos quais um, o comunitário, encontra-se neste momento em recuperação. O Restaurante da Associação dos Amigos de Covas do Monte, resultante da recuperação de uma antiga escola primária, merece uma visita atenta, podendo deliciar-se com algumas das especialidades regionais, como os rojões ou o cabrito e a vitela assada.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

reclamação feita à http://www.erc.pt acerca da mudança de vencedor do concurso «A NOSSA TERRA QUER»

Reclamação feita por: Dados Pessoais Nome Próprio: Maria José Apelido: Tovar Género: Feminino Idade: 56 Residente em: Av Dias da Silva 139-2º 3000-137 COIMBRA Codigo Postal: 3000-137 Telefone: Telemóvel: 966722747 Email: zetovar1@gmail.com Profissão / Actividade Profissional: Médica Identificação do Orgão de Comunicação Social Rádio: Televisão/Canal: SIC Imprensa: Internet: Outro: Descrição da Queixa Data da Publicação ou emissão: 3/setembro , 5 a 8 de setembro 2008 Título do Programa: A NOSSA TRERA QUER Valor em causa: Dignidade_de_Pessoas, Rigor_Informativo, Outros, Queixa: Na 4º feira 3 de Setembro assisti ao programa/concurso «a nossa Terra Quer» . Foi com entusiasmo que vi, entre os tres projectos comunitários selecionados e propostos a votação pública, a fim de selecionar o melhor que teria acesso ao prémio prometido até 30 000 €, o projecto de Covas do Monte-Aldeia Viva, que conheço e adimiro pela originalidade, dinamismo e militancia dos participantes. Fiz contacto com a rede de amizades a fim de reunir entusiasmos em volta da necessária votação,sem duvidar da credibilidade do concurso. Que felicidade quando na 6ª feira dia 5 à noite, na página da SIC, encontro a seguinte notícia (que copiei para o meu blog pessoal): Associação Os Amigos de Covas do Monte vence! 05.09.2008A Associação Os Amigos de Covas do Monte foi a grande vencedora ... Os resultados da votação do público foram os seguintes: Associação Os Amigos de Fragosela - 6,4%Associação Cultural e Recreativa de Cambra - 7,8ssociação Os Amigos de Covas do Monte - 85,8%...etc Como é possível que na 2ª feira dia 8 tenham trocado o vencedor (estava encerrado na 6ª feira e já tinha vencedor!), para associação Cultural e Recreativa de Cambra de Vouzela??? Que credibilidade é esta? Estou indignada!!!!

domingo, 7 de setembro de 2008

Associação Os Amigos de Covas do Monte vence!

05.09.2008

A Associação Os Amigos de Covas do Monte foi a grande vencedora no distrito de Viseu, deixando os dois restantes projectos a grande distância. Os resultados da votação do público foram os seguintes:

Associação Os Amigos de Fragosela - 6,4%

Associação Cultural e Recreativa de Cambra - 7,8

Associação Os Amigos de Covas do Monte - 85,8%

Resumo do projecto vencedor: Projecto de intervenção comunitária para recuperar espaços significativos para a sustentabilidade da aldeia. Pretendem contrariar o aceleramento do despovoamento das povoações interiores com iniciativas que aumentem a auto-estima e capacidade de empreendorismo dos habitantes. Pretendem potenciar e valorizar os elementos de ruralidade como factores atractividade para a aldeia e promover a mesma no exterior, recuperar espaços significativos (piscina natural na levada do moinho, moinho de água, e lagar de azeite) atribuindo-lhes novas funcionalidades na procura da sustentabilidade da aldeia. São potenciais elementos turísticos, sociais, culturais e lúdicos que facilitam o encontro das gerações dos habitantes da aldeia e do exterior.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A Infanticida Maria Farrar Bertold Brecht - A Infanticida Maria Farrar

Maria Farrar, nascida em abril, sem sinais particulares, menor de idade, orfã, raquítica, ao que parece matou um menino da maneira que se segue, sentindo-se sem culpa. Afirma que grávida de dois meses no porão da casa de uma dona tentou abortar com duas injeções dolorosas, diz ela, mas sem resultado. E bebeu pimenta em pó com álcool, mas o efeito foi apenas de purgante. Mas vós, por favor, não deveis vos indignar. Toda criatura precisa da ajuda dos outros. Seu ventre inchara, agora a olhos vistos e ela própria, criança, ainda crescia. E lhe veio a tal tonteira no mei do ofício das matinas e suou também de angústia aos pés do altar. Mas conservou em segredo o estado em que se achava até que as dores do parto lhe chegaram. Então, tinha acontecido também a ela, assim feiosa, cair em tentação. Mas vós, por favor, não vos indigneis. Toda criatura precisa da ajuda dos outros. Naquele dia, disse, logo pela manhã, ao lavar as escadas sentiu uma pontada como se fossem alfinetadas na barriga. Mas ainda consegue ocultar sua moléstia e o dia inteirinho, estendendo paninhos, Buscava solução. Depois lhe vem à mente que tem que dar à luz e logo sente um aperto no coração. Chegou em casa tarde. Mas vós, por favor, não vos indigneis. Toda criatura precisa da ajuda dos outros. Chamaram-na enquanto ainda dormia. Tinha caído neve e havia que varrê-la, às onze terminou. Um dia bem comprido. Sòmente à noite pode parir em paz. E deu à luz, pelo que disse, a um filho mas ela não era como as outras mães. Mas vós, por favor, não vos indigneis. Toda criatura precisa da ajuda dos outros. Com as últimas forças, ela disse, prosseguindo, dado que no seu quarto o frio era mortal, se arrastou até a privada, e ali, quando não mais se lembra, pariu como pôde quase ao amanhecer. Narra que a esta altura estava transtornadíssima, e meio endurecida e que o garoto, o segurava a custo pois que nevava dentro da latrina. Entre o quarto e a privada o menino prorrompeu em pratos e isso a perturbou de tal maneira, ela disse, que se pôs a socá-lo às cegas, tanto, sem cessar, até o fim da noite. E de manhã o escondeu então no lavatório. Mas vós, por favor, não deveis vos indignar, toda criatura precisa da ajuda dos outros. Maria Farrar, nascida em abril, morta no cárcere de Moissen, menina-mãe condenada, quer mostrar a todos o quanto somos frágeis. Vós que parís em leito confortável e chamais bendido vosso ventre inchado, não deveis execrar os fracos e desamparados. Por obséquio, pois, não vos indigneis.

Toda criatura precisa da ajuda dos outros

domingo, 6 de julho de 2008

O INSUSTENTÀVEL PESO DO DISPARATE

  • O insustentável peso do disparate PDF
  • Escrito por Acácio Gouveia, em 03-07-2008 08:28

    " … com uma casa tão cheia de parvoíces, não queria abrir a boca para juntar mais alguma." Graham Joyce – "Os factos da vida"

    Leu a carta, manuscrita com letra legível e razoável português, com a bochecha apoiada no punho direito, fechado, e o cotovelo apoiado na secretária. Dirigida ao director do Centro de Saúde, a familiar dum idoso acamado e muito dependente (presumia-se sem favor, que sujeito a demasiado sofrimento) solicitava um médico para este doente que há anos perdera o seu médico de família. Em baixo a anotação manuscrita e "à consideração do Dr.…", assinada pelo director (*). Em jeito de súplica, pensou para si.

    Pousou a carta, libertou a mão direita da função de pilar da cabeça e, em pronação, esticou os dedos sobre os vários impressos que jaziam nesse lado da secretária e foi-os espalhando com movimento lento: Lei n.º 49/2007 de 31 de Agosto de 2007- Normas para a detenção, criação e treino de animais perigosos ou potencialmente perigosos. Artigo 3.º, nº2 — Para a obtenção da licença referida no número anterior o detentor tem de ser maior de idade e deve entregar na junta de freguesia respectiva, alínea c) Atestado de capacidade física e psíquica para detenção de cães perigosos ou potencialmente perigosos, em termos a regulamentar pelo Governo (*) – "uma imbecilidade" suspirou. Fincou o cotovelo esquerdo no tampo, apontou o antebraço na vertical, esticou os segundo e terceiros dedos ao longo da face, o polegar em ângulo recto foi-se acomodar sob o queixo e os dois restantes, semi-flectidos, ficaram-se pelo mento. Decreto-Lei nº 542/79 DR Nº 300 I 31-12-1979 Estatuto dos Jardins-de-Infância Art. 22ª, nº4, alínea d) Declaração médica referindo que a criança não sofre de doença infecto-contagiosa e que a criança é ou não portadora de qualquer deficiência (*) – legitimado pela recente contestação da própria Sociedade Portuguesa de Pediatria qualificou-a com severidade: uma idiotice obsoleta. Atestado Médico para as funções de Sapador Florestal nos termos do artigo 2º do D.L. n.º 38/2006, de 20 de Fevereiro, a ser passado pelo médico de família. Obrigatoriamente, depreende-se. Pelo menos houvera o bom senso de incluir alguns parâmetros de avaliação, considerou. E os pré-requisitos para o ensino superior – uma chachada.

    A mão mudou de lugar e foi esfregar a testa. Havia mais, muitos mais. Os olhos desviaram-se, como que atraídos pela estante dos livros, onde a lombada mais apelativa se evidenciou: "A Brincadeira" – Milan Kundera. A mão contornou a cabeça de frente para trás, quase despenteando os escassos cabelos e regressou à face para se imobilizar em frente à boca, os dedos todos juntos. Os médicos de família não abundam (virtualmente ninguém o nega), contudo a tutela não tem pejo em multiplicar o trabalho burocrático, misturando documentos de importância indubitável com simples patetices, numa orgia caótica própria dum filme dos irmãos Marx. Depois a sociedade civil secunda, com uma alegria frenética, este delírio do Estado: qualquer bicho careta se arroga o direito de exigir uma declaração médica por dá cá aquela palha. Atestados para taxistas, escuteiros, seguranças, etc., etc. ...

    Da aparelhagem de som emergia a voz do coro dos anciãos de Catuli Carmina de Carl Orff: "O res ridícula! Immensa stultitia" (**).

    As mãos encontraram-se, as polpas dos dedos tocaram-se e juntaram-se palma com palma, em posição de prece frente ao rosto. Os polegares quedaram-se sob o queixo e os indicadores subiram até ao nariz, cuja ponta elevaram discretamente. Os olhos prenderam-se por instantes na lombada seguinte: "A nave dos loucos" de Katherine Anne Porter. Efectivamente, em tempo de escassez de mão-de-obra, seria de esperar que concentrassem o labor dos médicos em tarefas de alto valor acrescentado (tratar doentes, por exemplo), nunca em procedimentos secundários ou de utilidade nula. Mas a rainha de copas insiste em inventar jogos fúteis.

    Meditava sobre os papéis jazentes na secretária quando se apercebeu do paradoxo sinistro. Por um lado pediam-lhe (quase imploravam) que tomasse conta duma doente acamada. Por outro, impunham-lhe a emissão de declarações, a maioria delas idiotas.

    Neste SNS, os papeluchos toscos tornaram-se mais importantes que as pessoas sem médico de família.

    Ocorreu-lhe "A Náusea" de Sartre. Perderam a noção das prioridades e do decoro, concluiu.

    Retirou os óculos com a mão esquerda e depois o antebraço trouxe-a até à secretária onde repousou. O indicador e polegar da direita, em pinça, apertaram levemente os lados do nariz ao nível dos olhos que se fecharam, com vigor, enrodilhando as pálpebras. A Sra. Ministra havia respondido com alguma ambiguidade ao protesto da FNAM sobre as transcrições – verdadeiro acto de racket burocrático. Revelou então o pendor para com o lóbi hospitalocêntrico. Se não, atente-se nesta pérola inserta na Circular Informativa nº 2 da ACSS: "a referência (?) para os centros de saúde deve ter lugar nos casos de haver benefício, em termos de comodidade, para o utente". Comodidade para o doente? Comodidade é evitar-lhe uma ida desnecessária ao centro de saúde apenas para trocar um papel por outro e, claro está, cambiar os pagadores da factura.

    Vagueou o olhar até se fincar num artigo de jornal que dava conta da preocupação da Sra. Ministra com a saída de médicos do SNS, mas augurando ao mesmo tempo o seu regresso.

    Dos altifalantes, em tom imperativo o coro de Catuli proferia: "Audite ac videte!" (***) e ele matutou, com a liberalidade de linguagem própria de quem guarda os pensamentos adentro dos limites da abóbada craniana: "bem podes esperar sentada! Só se ensandecerem! O SNS faz lembrar um filme de Jean-Luc Godart ou do Fellini. E fitas destas só na tela".

    As mãos desistiram das deambulações crânio-faciais e encaminharam-se para os apoios da cadeira, onde se firmaram para o ajudar a levantar. Ainda olhou de soslaio para uma reprodução das "Tentações de Santo Antão" de Bosh, mas resolveu sair do escritório.

    Acácio Gouveia

    aamgouveia@clix.pt

quarta-feira, 2 de julho de 2008

FORUMzinho Social Mundial

O FUTURO DO PLANETA A realização do Fórum Social Mundial nos trouxe a possibilidade de novas formas de pensar o mundo e as relações humanas, trocar idéias e conhecimentos, conviver respeitosamente com diferenças culturais e ideológicas na busca de um mundo com igualdade de direitos, desenvolvimento sustentável e responsabilidade social compartilhada, cristalizando a idéia de que pessoas e entidades no mundo inteiro acreditam que um outro mundo é possível. Assim, considerando que os herdeiros dessa nova realidade que nos propomos a construir são as crianças de hoje e que, cada vez mais, somos chamados a participar da construção da sociedade em que vivemos, é necessário que as crianças sejam chamadas a dizerem o que pensam e o que sentem em relação à comunidade de vida, ou seja, sejam chamadas também a participar da construção do mundo que queremos. Partindo dessa idéia de inclusão, propomos o I FórumZINHO Social Mundial como um espaço educativo alternativo para dar visibilidade às ações e práticas que têm como cenário escolas e comunidades. Em 2002 tivemos o I FórumZINHO Social Mundial, paralelo às atividades do II Fórum Social Mundial, que teve a participação de mais de 2500 crianças inscritas nos 5 dias do evento, transformando o Colégio Estadual Júlio de Castilhos numa festa universal onde classe social, idioma, etnia, credo, nacionalidade não fizeram a menor diferença e não foram obstáculos ao entendimento para as crianças que conviveram harmoniosamente nas oficinas, mostras, espetáculos e shows oferecidos pelos educadores, oficineiros, monitores e artistas, todos voluntários, trabalhando juntos na construção de um outro mundo que - já mostramos - é possível. Entendendo que esse trabalho não pode se perder e deve ter continuidade, estamos já preparando o II FórumZINHO Social Mundial. A partir daí vem a proposta que segue. OBJETIVO Proporcionar o encontro de crianças de diferentes partes do mundo, para que juntas possam conviver, aprender e ensinar, compartilhar oficinas, mostras, shows, exposições, vivências que têm como eixo-condutor os princípios éticos e inclusivos da Carta da Terra (Respeito e cuidado à comunidade de vida; Integridade ecológica; Justiça social e econômica; Democracia, não violência e paz), proporcionando troca de experiências e fortalecimento da consciência crítica a partir desse encontro, retornando a seus lares enriquecidas por essa experiência e capazes de partilhar os conhecimentos e sentimentos vividos. Permitir que as crianças participem efetivamente da construção de um outro mundo possível, numa forma de organização que lhes é própria, sem linhas de pensamento, divisões étnicas, econômicas e geográficas ou movimentos organizados de luta. Crianças unidas na pura e simples troca de experiências, com possibilidade de manifestarem suas idéias por si mesmas. Mais que uma extensão ou atração especial do Fórum Social Mundial, o FórumZINHO deve, por definição, servir como expressão de esperança e um chamado a contribuir com a formação de uma sociedade global com um novo sentido de interdependência e de responsabilidade compartilhada pelo bem-estar da família humana e do planeta em geral.

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