sexta-feira, 29 de junho de 2007

Ordem mexe nas juntas médicas - por José Mota

Pedro Nunes, bastonário, diz que tudo mudará em três meses David Dinis À Ordem dos Médicos vai alterar a formação dos profissionais que integram as juntas médicas, de forma a evitar a profusão de casos de doentes que foram obrigados a voltar ao trabalho em condições de saúde nada recomendáveis. Nas últimas semanas, foram mesmo noticiados dois casos extremos, de professores enviados de volta às escolas a que estavam ligados, tendo acabado por falecer (ver texto ao lado). O bastonário da Ordem dos Médicos diz ao JN ter tomado conhecimento "de algumas queixas" já há "mais de um ano", tendo nomeado um "grupo de trabalho interno" para avaliar as mudanças necessárias. Ao caso, Pedro Nunes aponta desde já duas mudanças "Uma formação específica para os peritos, com competências em medicina da segurança social e dos seguros"; e também a "criação de critérios muito rigorosos" para as reintegrações". O bastonário garante que as medidas avançam não devido aos casos conhecidos ("não está em causa um caso específico, até porque há sempre direitos de recurso"), mas porque chegaram vários casos à Ordem que levaram a uma reavaliação. "Os trabalhos do grupo estão muito avançados", garante. Assim sendo, Pedro Nunes promete que as mudanças acontecerão "dentro de dois, três meses". Para progredir nesse sentido, a Ordem tem já marcada uma reunião com deputados do Partido Socialista, precisamente para discutir o que tem que mudar de modo a que os erros de avaliação das juntas não se repitam. Ontem mesmo, coube a Maria de Belém defender que não será necessário alterar a legislação para obter resultados "A questão não será propriamente da lei, mas de uma formação específica nas pessoas que integram as juntas", disse a deputada. Na mesma linha, até o ministério da Educação veio a público afastar as críticas que recebeu nos últimos dias. "É falso que as escolas tenham tratado estes professores de forma desumana; pelo contrário, elas procuraram mitigar os efeitos negativos resultantes das decisões das juntas médicas que recusaram as aposentações", dizia um comunicado do ministério, divulgado ao final da tarde de ontem. A morte que abala Braga À medida que o caso do professor da Escola Secundária Alberto Sampaio (ESAS)- a quem foi negada a aposentação, apesar da fase avançada do cancro na laringe- vai revelando pormenores e testemunhos, a indignação vai agitando a cidade de Braga. A vigília de segunda-feira já não se destina só à comunidade educativa do estabelecimento, mas a todos os docentes que queiram participar numa homenagem junto à escola. A história de Artur Silva levou, ontem, o CDS-PP a pedir esclarecimentos ao Governo, falando em "desumanidade atroz". A viúva de Artur Silva disse ao JN que a "injustiça" tornou mesmo mais dramáticos os últimos meses do marido, de 60 anos, metade dos quais ao serviço do ensino. "Só eu e ele é que sabemos a tristeza...", recorda Alexandrina Silva, que levará uma flor e uma vela à vigília marcada para as 19h00. Quando o segundo indeferimento chegou, assinado pelo director da Caixa Geral de Aposentações (CGA), em Dezembro de 2006, já Artur "estava nas últimas", depois de vários internamentos. Morreu um mês depois. Três meses antes, tinha escrito uma carta "dramática" àquela estrutura, pedindo a revisão do seu caso, já que a Junta Médica havia decidido negar-lhe a reforma sem nunca ter exigido a sua presença. O presidente da Assembleia de Escola, João Lucas, insiste na incapacidade do professor, desde que a cirurgia à laringe lhe tirou a voz e o obrigou ao uso de um aparelho. "Como é que um professor de Filosofia podia dar aulas, sem o seu principal instrumento pedagógico?", questiona. Mesmo com as inúmeras Juntas Médicas afectas à DREN que, antes, lhe possibilitaram tirar os 36 meses máximos de baixa, a CGA entendeu "não haver justificação" para rever a decisão. O Executivo da ESES, com apoio da DREN, permitiu-lhe estar sem funções lectivas desde a primeira recusa, em Maio de 2006, até Setembro do mesmo ano. "Depois disso já podia requerer outra vez um atestado, mas não chegou a ser preciso, pois, desde então, o estado de saúde agravou-se até à sua morte", contou a presidente, Manuela Gomes. Denisa Sousa

Juntas médicas tecnicamente obsoletas e desumanas por Joao Araujo

2007-06-22 10:15 Quem conhece a realidade vivida por um doente terminal que, por ridiculas razões legais, é sujeito a juntas médicas como forma de poder valer os seus mais elementares direitos de saúde e protecção no trabalho, tendo como entidade patronal a administração pública, não pode acreditar numa única palavra da história que o governo agora veio contar, para salvar a face da Caixa Geral de Aposentações. Quem, por si ou por familiares seus, conhece as práticas das juntas médicas (nomeadamente as realizadas no Hospital Julio de Matos, em Lisboa), bem sabe daquilo de que fala a filha desta professora. Insensibilidade, arrogância, ignorância técnica atestada pelo desprezo por relatórios e outras peças da autoria de especilaistas, etc. Só a extinção destas mesquinhas e "kafkianas" juntas médicas (onde os interpretes surgem preocupados com a sua distinta missão de funcionários públicos delatores dos preguiçosos), com consequente substituição pelos próprios serviços hospitalares escolhidos pelo paciente/trabalhador, desde que especilaizados na patologia, poderá assegurar a quem sofre um tratamento digno e próximo, ainda que tudo isto servia apenas para efeitos burocráticos e administrativos.

sábado, 16 de junho de 2007

La Maleta: Seminário Internacional "Conversas em (Grande) Roda - Desafios da Interioridade e das Periferias"

La Maleta: Seminário Internacional "Conversas em (Grande) Roda - Desafios da Interioridade e das Periferias": "Quinta-feira, Abril 05, 2007 Seminário Internacional 'Conversas em (Grande) Roda - Desafios da Interioridade e das Periferias' De forma a completar o artigo sobre o Seminário Internacional a realizar nos dias 12, 13 e 14 de Julho, em Nisa, disponibilizamos a ficha de inscrição e respectivo programa do encontro. posted by Rogerio Duarte Silva at 3:20 PM "

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Baixas "Fraudulentas" : quem perde e quem ganha

COM O CORTE SISTEMÀTICO DE BAIXAS aos doentes, (processo camuflado sob a designação de baixas fraudulentas) a segurança social poupou 2 milhões de EUROS, subtraídos ao subsídios que deveria pagar aos doentes. E quais foram os custos? Ninguém estudou o assunto. Ninguém estudou, por exemplo, o impacto negativo que a presença de trabalhadores doentes pode ter na produtividade das empresas. È uma questão abordada hoje , Quinta, 14 Junho 2007, no jornal de negócios on-line: «Um estudo da consultora económica Econtech sobre a realidade australiana concluiu que o custo global do presentismo para a economia daquele país em 2005/06 foi de 25,7 mil milhões de dólares, ao passo que o do absentismo foi de sete mil milhões de dólares. Ou seja, o custo económico associado ao presentismo é quase quatro vezes superior ao do absentismo. Estes resultados são consistentes com os estudos existentes para o universo dos EUA, onde o custo estimado do presentismo é três vezes mais elevado do que o do absentismo. As despesas calculadas para o presentismo tiveram em conta os custos directos e indirectos do presentismo para as empresas e economia da Austrália. Assim, 68% do custo total do presentismo é tido como custo directo das perdas de produtividade no local de trabalho e 32% é o custo indirecto em que se incorre à medida que as quebras de produtividade se reflectem na economia. Segundo os autores do estudo, "negligenciar o custo indirecto pode subestimar grandemente o custo total do presentismo". »http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Empresas&CpContentId=297550 Em 10/06/07, ze tovar escreveu: A quem aproveita o crime? SIC http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20070522+Baixas+fraudulentas.htm Publicação: 22-05-2007 08:56 Última actualização: 22-05-2007 08:56 Baixas fraudulentas Estado combate tentativas investigando 500 pessoas por dia A Segurança Social está a investigar 500 pessoas por dia. De acordo com o "Diário Económico", o Ministério do Trabalho e Solidariedade Social quer reduzir o número de baixas fraudulentas. Em Abril, cerca de 31 por cento das baixas investigadas não estavam legais. SIC Um terço destes beneficiários investigados acabou por perder o subsídio porque estava apto para trabalhar. Os dados da Segurança Social mostram ainda que das mais de 60 pessoas chamadas às juntas médicas, 31% estavam a receber indevidamente subsídio por doença. Com estas operações, a Segurança Social poupou dois milhões de euros.

Etiquetas